Tuesday, February 06, 2007

The Oscars IV: The Departed...

...de Martin Scorcese está nomeado para 5 Oscars: Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário (Mark Whalberg), Melhor Edição, Melhor Argumento Adaptado e Melhor filme.

Parece-me que se encaixa bem no perfil de potencial vencedor do Oscar de Melhor Filme. É um filme forte, pesado, não apenas no conteúdo mas na forma como foi realizado e os actores encarnam os personagens na perfeição. Jack Nicholson, Martin Sheen, Leonardo Di Caprio, Mat Damon ou Mark Whalberg são os personagens centrais num filme que fala de corrupção, de luta de ideias numa força policial e numa sociedade minada de interesses.

Já vi este filme há algum tempo, sozinha, e talvez por isso o factor violência me tenha marcado mais. Mas mesmo assim, gostei, acho que no conjunto é um filme forte.

Monday, February 05, 2007

The Oscars III: Blood Diamond...

...mostra um Leonardo di Caprio no seu melhor. Um desempenho que impressiona, não haja dúvidas. A Academia reconhece-o nomeando-o para Melhor Actor. O arzinho de menino que tinha no Titanic e do qual não se conseguiu descolar no Catch me if you can, começou a desvanecer-se no Departed e agora no Blood Diamond o actor surpreende.
Reconhecido também está o desempenho de Djimon Hounsou que está nomeado para o Oscar de Melhor Actor Secundário.
Para além destas duas nomeações o filme concorre ainda em outras 3 categorias: Melhor Montagem, Melhor Edição, Melhor Edição de Som.
Quem ainda não teve oportunidade para ver o filme ou está indeciso, pode passar por aqui e ver um breve thrailler.

Friday, February 02, 2007

Um contra todos?....

Sempre achei que, pensava demais. Acho, porque penso nisso, naturalmente. Porque se não deitasse fora o tempo a pensar nisso (como acham alguns) não ia sequer ter dados para fazer esta constatação. Portanto, -1 ponto para mim, + 1 ponto para o remanescente das pessoas.
Se a esta pontuação adicionar os pontos por cada desilusão que advém da constatação acima mencionada tendo para....número infinito. Claro. Não pode ser. Vou então fazer as contas relativas ao último mês último mês. Chego a qualquer coisa como -7. Mas como o remanescente das pessoas para além de ter os tais +7, tem ainda um ponto bónus, por ser uma maioria, o resultado final muda.
Pontuação actual:
Eu= -7
Remanescente das pessoas = +8
Por exemplo agora, neste preciso momento, dou comigo a pensar neste resultado e fico preocupada (-8 vs. +9) e pergunto-me se não será melhor arranjar ajuda profissional. Um psicanalista ou psicoterapeuta daqueles que vão encontrar um motivo perfeitamente válido para tudo isto. Qualquer coisa como a minha mãe ter tido uma discussão na banca da fruta quando estava com 5 meses de gestação. Esses motivos perfeitamente válidos que os psicoterapeutas encontram. Mas não, nenhuma dessas soluções me parece viável. Vou antes almoçar com a Catarina.

Wednesday, January 31, 2007

Sempre ouvi dizer....

...que, uma piada para ter graça, basta ser dita uma vez.

Tuesday, January 30, 2007

The Oscars II: A Rainha...


...de Stephen Freares está nomeado para 6 Oscars entre o de Melhor Actriz, melhor Realizador e Melhor Filme.
Helen Mirren já levou para casa o Globo de Ouro e é uma das favoritas a levar a estatueta dourada. Gostei do desempenho dela, acho de facto brilhante, mas o filme não me seduziu por aí além.
Talvez pelo tema. Passados 10 anos, aquele filme vem recordar a histeria colectiva que envolveu a morte da Princesa Diana. A ligação entre o governo e a família real. A impetuosidade de Tony Blair. A volatilidade de Carlos. O carácter humano da rainha.
Mas a verdade é que, baseado em personagens reais, esta é uma história inventada por Peter Morgan que está de resto, nomeada na categoria de Melhor Argumento Original. Não vejo que mereça, como não me parece que chegue ao Oscar de Melhor Filme.

Monday, January 29, 2007

The Oscars I: Babel...

...de Alejandro Gonzaléz Iñarritu está nomeado para 7 categorias, entre as de 2 nomeações para Melhor Actriz Secundária (Adriana Barraza e Rinko Kikuchi), Melhor Realizador e Melhor Argumento Original.
O filme é longo e forte, pesado. São várias histórias paralelas que se cruzam por uma vez na vida. Gostei muito do filme mas é daqueles que só consigo ver numa sala de cinema. Não consigo bem explicar mas há filmes assim, que não me imagino a ver sentada num sofá a olhar para um pequeno ecrã. A S., que foi comigo, não ficou convencida, acha que lhe falta alguma coisa.
Seja como for, consensual é o desempenho de ambas as actrizes nomeadas.
Parece-me um forte candidato, se não for por Melhor Filme, pelo menos por Melhor Realizador. Mas nos Globos de Ouro parece que foi um dos vencidos....vamos ver.

The Oscars: Já falta pouco!

A proximidade da data de entrega dos Oscars (25 de Fevereiro) é acompanhada por frenéticas idas ao cinema, conversas cinéfilas e até apostas.Quem gosta um bocadinho de cinema, quem nem aprecia a 7ª arte e os fanáticos devoradores de cinema, unem-se para saber quais os vencedores deste importante galardão.
O Ler Devagar abre uma conversa sobre as preferências de cada um sobre as nomeações, queremos saber o que já foram ver, o que acharam do filme, do desempenho dos actores. Da minha parte começo já no post seguinte.

TAP faz futurologia...

...seria um bom título de notícia, quem sabe até chamada de 1ª página. Depois de ter, atempadamente, marcado e pago pelo meu bilhete de avião para Dubllin por altura do Carnaval, recebo um telefonema a dar-me conta do seu cancelamento.
O motivo do cancelamento deve-se a uma avaria técnica do aparelho diz-me a senhora do Fale Connosco da TAP com uma arrogância que me tirou do sério.
Falta mais de um mês para o voo, explique-me como é que isso pode ser???
Oh minha senhora, é o que tenho aqui escrito, responde, não só arrogante como insolente.
O que é que a pessoa faz? Reclama, por escrito, outra vez....É a minha 2ª reclamação em 2 meses e continuo a aguardar resposta à 1ª. Como é costume dizer, mais vale esperar sentada...

Wednesday, January 24, 2007

Ainda vou a tempo?

É que tenho mais uma resolução:

Não embarcar em alucinações colectivas e assumir as minhas posições individuais.

Saturday, January 20, 2007

Leituras XV: A Herança de Eszter...

...de Sandor Marai marcou-me pela história simples, pela escrita fluida de ideias. É um daqueles livros pequenos que se lê numa qualquer espera. (Li-o enquanto esperava por uma consulta numa sala de espera. )

Através das palavras de Eszter ficamos a conhecer a sua história e de Lajos, o seu grande amor, o único que conheceu. Conforme vai falando dele, ficamos a conhecer um homem que toda a vida mentiu, que casou com a sua Irmã Vilma, e que nunca olhou a meios para atingir os seus fins. Mas mesmo assim, Eszter, passados mais de 20 anos, continua a amá-lo.

Volvido esse tempo, depois da morte de Vilma, Lajos regressa acompnahado dos seus filhos. Nesse (re) encontro, fala-se do passado, faz-se de certa forma uma catarse, e enquanto leitores voltamos a ver Eszter a cair nas malhas de Lajos.
Há coisas assim, inevitáveis.

Wednesday, January 17, 2007

Memórias curtas....

Quando era mais nova, bem mais nova, andava ainda na escola primária, lembro-me das Presidenciais que puseram frente a frente Mário Soares e Freitas do Amaral. Lembro-me que fazíamos na escola debates e jogos em que as equipas eram os pró-Soares e os pró-Freitas. Na altura, ia-se calhar a uma equipa por uma qualquer coincidência que podia ir desde estar lá o menino de quem gostávamos, ou a nossa melhor amiga, ou porque simplesmente era a equipa que precisava de mais um membro. Lembro-me como se de um filme muito antigo se tratasse, de estar em cima de um muro, oposto ao muro da outra equipa, a vociferar argumentos que eu nem bem entendia mas que trazia decorados de casa, ou por os ouvir dos meus pais ou por os reproduzir da televisão.

Hoje com o iminente Referendo à Despenalização do Aborto, e com todo o debate que se tem gerado em torno da questão, por vezes acho que estou a voltar no tempo e a rever aqueles argumentos decorados que usei com os meus coleguinhas, na primária.
Não me recordo ao certo quanto tempo passou desde o último referendo a este mesmo tema mas o que sei é que durante esse período, os movimentos pró e contra, parece que se desfizeram ou emudeceram, pelo menos. Eu, que não sei que posição hei-de tomar, gostava de ter sido esclarecida antes, sobre os motivos, objectivos de cada uma das correntes de opinião, antes e não agora que a informação é, como em todas as campanhas, mais desinformativa do que informativa.
Não entendo os fundamentalismos e mais uma vez, quando leio certas coisas por aí (a blogosfera parece rendida ao tema) recordo-me da minha campanha na escola primária. Queríamos ganhar, esgrimíamos argumentos e números, e fechávamos os olhos, tapávamos os ouvidos, aos argumentos dos outros. Éramos estanques, como me parecem ser estes agora. Só que estes não são crianças e era bom que percebessem que não se trata de ganhar ou perder, não se trata de ficar na equipa mais ou menos popular, trata-se de encontrar um meio termo, uma saída racional mas digna. Fechar os olhos ao aborto parece-me cínico, desonesto até. Mas liberalizá-lo parece-me um tiro no pé para não dizer um suicídio. Eu tenho dúvidas que gostava de ver esclarecidas. Mas é tarde demais. Porque esta campanha é como a política, é apenas para os que lá estão. Usam-se palavras caras, termos elitistas, porque na maioria são pessoas que mais do que querer ser ouvidas, gostam de se ouvir.

Tuesday, January 16, 2007

O convite é para todos...


...a Instalação da Luísa Spínola pode ser visitada nas Arcadas do Pelourinho, na Rua Direita, todos os dias, entre as 8h00 e as 20h00, até ao dia 23 deste mês de Janeiro.

Monday, January 15, 2007

Afinal?!


Cerca de mil pessoas aguardavam esta madrugada, numa fila de duas horas, para visitar a exposição de Amadeo Souza-Cardoso, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que termina às 24h00.

O que me leva a perguntar, afinal a culpa é do malho ou do malhadeiro?

Thursday, January 11, 2007

A fidelidade segundo Alberoni...

"É um acto de vontade. Só na fase inicial do enamoramento é que é espontânea. É espontânea nas mulheres apaixonadas, mas nem sempre nos homens. "

Wednesday, January 10, 2007

Prova de fogo?


Na minha primeira prova de fogo à resolução de ano novo, resolvi aceder ao convite feito por telefone por uma da minhas lojas mais tentadoras - Passa por cá que vamos começar com os saldos amanhã e logo com 50%, passa hoje que te fazemos já o desconto!- E porque as resoluções têm que ser feitas progressivamente sob pena de causar um grande choque, resolvi passar por lá mas decidida a resistir o máximo possível, a não ser, claro, que me deparasse com uma grande e incontornável oportunidade.

Ando de prateleira em prateleira, já olhando pelo canto do olho para eles, mas tentanto resistir à tentação, quando vejo umas botas de cano alto, douradas, daquelas que chamam a atenção de qualquer transeunte mais distraído. Curiosa resolvo ver o preço: 1470€ ou seja, fantástico preço de saldo: 735€. A loja tem o pequeno pormenor de colar pequenos autocolantes na sola com os números que ainda tem disponíveis e os que já foram vendidos. Curiosa, mais uma vez, resolvo ver se houve alguém que cometesse tal insanidade.

F.!!, exclamo eu, já só têm este par??!!!

Sim, responde ela encolhendo os ombros, é verdade....

E todos vendidos ao preço original?...

Pois...

Conversa puxa conversa, dissertação sobre o dito acessório, deduzo pelo tom da F. que, quem mais compra aqueles sapatos mais caros, é quem menos pode. Pagam às prestações.

Não sei o que motiva estas mulheres mas custa-me a acreditar que a sua auto-estima esteja tão em baixo que acreditem mesmo que um par de sapatos, de botas ou o que quer que seja, tenha o condão de as fazer sentir melhor consigo mesmas.
Eu sou mulher, eu sei como pequenas coisas, insignificantes aos olhos dos outros, podem mudar o nosso dia, o nosso humor, a nossa confiança. Mas também sei que é preciso estabelecer um limite. Definitivamente prestações para pagar um par de botas está way above my limit.

Idade dos porquês IV...

Que moda é esta de os homens usarem calças justas? Calças de ganga justas então....

Tuesday, January 09, 2007

Às armas!!


Hoje, equanto lutava por acordar e sair da cama - luta diária, cada vez mais difícil - ouvia ao longe, num dos programas noticiosos da manhã, uma reportagem sobre a greve dos funcionários do Metro. Em fila para entrar nos autocarros - postos à disposição como transporte alternativo - as pessoas iam sendo entrevistadas pelo jornalista, Então o que pensa desta greve?, e por entre as respostas da praxe, Acho que estão no seu direito, ou, Isto é um absurdo porque nos empata a todos, há um iluminado que responde: Eu acho que eles podem fazer greve, mas acho que a greve devia ser de todos, de forma a que não sentissemos a greve, todos devíamos fazer greve. O jornalista meio estupefacto ainda confirma, Mas todos como? Todos os sectores deviam parar? Ao que o senhor responde, Sim senhor, se é para parar, paramos todos!
Portanto, esqueçam lá a luta pelos ideais, a partir de agora a greve deve fazer-se em cadeia.

Sunday, January 07, 2007

Leituras XIV: Império à deriva....


...de Patrick Wilcken retrata a história da corte portuguesa no Rio de Janeiro entre 1808 e 1821.


Não é um romance mas cativa, prende a atenção como se o enredo fosse ficcional e surpreendente. Bom, surpreendente até é porque, apesar de ter umas luzes sobre esta fuga em massa da corte portuguesa para o Brasil não fazia ideia que tinham sido mais de 10 000 pessoas - entre aristocratas, ministros, sacerdotes e criados - a embarcar às pressas de Lisboa nas frágeis embarcações da frota portuguesa, deixando para trás toda uma vida, dispostos a começar de novo do outro lado do Atlântico, onde pretendiam sedear o Reino Português.
Sob escolta Britânica e fugindo a sete pés de Napoleão, lá embarcaram com parcas provisões, chegando a equacionar "parar para abastecer no Reino Unido" - ali mesmo na rota. Depois é toda uma série de peripécias, estratégias políticas que vamos descobrindo ao londo deste Império à deriva que acaba também por nos ajudar a reflectir sobre as consequências para Portugal, da ausência do Rei durante 13 anos.
A viagem, que demorou cerca de 8 semanas - para os mais rápidos e que não se perderam porque entretanto é difícil manter junta uma frota numa travessia como esta - fez com que a nossa família real se apresentasse aos seus súbditos do Novo Mundo, imunda, infestada de piolhos com a D. Carlota Joaquina de cabeça rapada e esfarrapada.

Saturday, January 06, 2007

E depois, há dias assim...

...em que nem o banho mais longo, mais quente, mais retemperador, consegue fazer com que tomes a decisão.

Friday, January 05, 2007

A propósito...


...da minha mais recente (até ao momento única) resolução de Ano Novo - consumir menos - sugiro que, como diz a campanha, ajudemos mais.

Não consuma toda a ajuda que pode dar, diz Adelaide Sousa no anúncio da Zmotion. Gostei do anúncio. Eu quero, em vez do perfume, ajudar a vacinar centenas de pessoas, eu quero, em vez de um par de sapatos, fazer o teste da Sida em outras centenas, eu quero em vez de comer um bolo, ajudar a dar vitamina A a 100 crianças em Timor.

Muitos de nós sentem dificuldade por não saber onde depositar ou onde entregar esse dinheiro, esse contributo. Eu mesma peco por isso. Mas desta vez resolvi mexer-me e descobrir onde posso deixar o meu presente de Natal para algumas das pessoas que precisam. Acho que a muitos de nós não custa assim tanto comprar um presente de Natal a mais por entre os tantos que comprámos.

Ah, já sei!

Todos os anos tenho o ritual de começar o Ano Novo com uma série de resoluções. Adoro resoluções. Adoro aqueles breves momentos em que acreditamos piamente que podemos mudar o que não gostamos (em nós, na nossa vida). Este ano só agora, uma mão cheia de dias depois de ter começado o primeiro mês, tenho uma resolução: consumir menos, poupar mais. É isso, este ano vou ceder menos às tentações consumistas que me chamam, praticamente me puxam, durante todos os dias.

Tuesday, January 02, 2007

O trauma dos casalinho


Ainda grávida do segundo, toda a gente já me pergunta quando "vou à menina". Até o médico já me perguntou por duas vezes se para o ano estou lá outra vez... quando anuncio que é mais um rapaz, olham-me com pena e dizem "talvez para a próxima venha a menina..." ou "ainda é nova... ainda vai à menina...", ou queixam-se de falta de pontaria... Porque é que há esta ideia generalizada que um casalinho seria o ideal? Para essas pessoas, aqui vai uma lista de beneficios em ser a única mulher da casa:
- Nunca terei de comprar uma saia da Floribela (nem vernizes pirosos, colares de plástico e outros acessórios igualmente irritantes)
- Há coisas nesta casa que só eu tenho (brincos, tampões, verniz, baton, 1001 cremes para o cabelo, cera depilatória, acessórios para o cabelo, pijamas com a "Hello Kitty"... ou seja, a casa de banho é prácticamente minha!)
- Ninguém vai cobiçar a minha roupa, partir os saltos dos meus sapatos, etc.
- Posso gritar quando vir uma barata, que vêm os meus heróis orgulhosos por salvar uma dama em apuros
- Não preciso desenvolver a minha capacidades para fazer coisas tipicamente masculinas, porque alguém há-de fazê-las por mim (arranjar canos e fios de elecricidade, ver mapas, ver o ar dos peneus, etc.)
- A roupa condiz sempre e só preciso de comprar meias e sapatos azuis e castanhos
- Durmo com três homens na cama...

Os Pedros são malucos?


Todos os dias alguém me diz isso quando respondo que o bebé irá chamar-se Pedro... Diz a família, dizem os amigos, diz o médico, dizem as empregadas das lojas... Alguém pode informar-se de foi feito um estudo cientifico acerca do assunto, ou em que é que se baseia esta sabedoria popular? Será que na Casas de Saúde há um predomínio de Pedros? E todos os malucos que não se chamam "Pedro"? E os "não-malucos", chamam-se outra coisa qualquer? Será que as mães que querem filhos malucos chamam-nos de "Pedro" ou são simplesmente mal informadas? Qual das letras do nome altera o código genético? Será que durante a primeira infância, as crianças que ouvem repetidamente o nome "Pedro" ficam com trauma? Será que é só em Portugal, ou também acontece ao "Peter"?
Pelo sim, pelo não, fui pesquizar o que dizia a Wikipédia acerca do nome e encontrei:

São Pedro - o apóstolo
Pedro I da Rússia (1672-1725) - czar da Rússia
Pedro Pevensie - Personagem da série de livros As Crônicas de Nárnia.

Família real brasileira:
Pedro I do Brasil (1798-1834) - O Libertador, rei do Brasil, filho de D. João VI de Portugal (o mesmo que Pedro IV de Portugal)
Pedro II do Brasil (1825-1891) - Imperador do Brasil, filho de D. Pedro I do Brasil

Espanha
Astúrias
Pedro da Cantábria, o Dux, pai de Afonso I das Astúrias
Castela
Pedro I de Castela
Aragão
Pedro I de Aragão
Pedro II de Aragão
Pedro III de Aragão
Pedro IV de Aragão
Pedro V de Aragão, também infante de Portugal

Portugueses
Família real portuguesa:
Pedro Afonso, Duque de Barcelos - (1287-1357), filho primogénito natural de D. Dinis
Pedro I de Portugal (1320-1367) - O Cruel, rei de Portugal, filho de D. Afonso IV
Pedro, Duque de Coimbra (1392-1449) - filho de D. João I
Pedro de Portugal (1429-1466) - filho de Pedro, Duque de Coimbra
Pedro II de Portugal (1646-1706) - rei de Portugal, filho de D. João IV
Pedro III de Portugal (1717-1786) - rei de Portugal, filho de D. João V
Pedro IV de Portugal (1798-1834) - O Rei-Imperador, rei de Portugal, filho de D. João VI (o mesmo que Pedro I do Brasil)
Pedro V de Portugal (1837-1861) - O Bem-Amado, rei de Portugal, filho de D. Maria II
Tenho ou não razão ao dizer que ando com o "Rei na Barriga"? Porque é que não passam a dizer: "Pedro?! Nome de Rei"!
Para já continuo a responder que o "outro" chama-se "Martim" e também é maluquinho...Assim tenho a certeza que se vão dar bem...

E o Pedro continua a crescer...


E aqui estamos nós, cada vez maiores... o Pedrinho já ultrapassou as 400 gr. e a mãe... bem... já aumentou muito, muito mais que isso. Caso para se dizer que "ando com a Rei na barriga!"

Monday, January 01, 2007

O regresso do Pai Natal


Este ano o Pai natal regressou em força cá a casa... E com tanta convicção que de vez em quando dava por mim quase a acreditar na sua real existência! É esta uma das contribuições maravilhosas de ter uma criança em casa... é que podemos ser crianças outra vez e não só fazer imensas palermices (com uma audiência que acha sempre piada a tudo, aplaude e pede "bis"), como voltamos a passar o dia de Natal a abrir e montar presentes, mas principalmente voltamos a ver o mundo como elas. Este ano, cá em casa, o Pai Natal teve direito a: carta com pedidos, bolachas, leite, cenouras (para dar às renas), chaminé (cujo "exaustor" passou despercebido), presentes escondidos, passeios nocturnos para os colocar no "sitio certo", e uma "corrida de pijamas" para os ir abrir. Agora, temos a certeza que está com a Mãe Natal a comer bolinhos, a cuidar das renas e a descansar da noite trabalhosa (porque ele é muito velhinho e precisa de muitos cuidados). Eu não acredito no Pai Natal, mas lá que ele existe, existe!!

Agenda


Ano Novo... Agenda nova! Uma das coisas melhores no inicio de um novo ano é iniciar uma agenda novinha em folha! Primeiro há o ritual de comprar a agenda ideal, depois olho entusiasmada para os 365 dias no novo ano em branco, o que me dá a ideia que qualquer coisa pode acontecer e que tenho imenso tempo pela frente para fazer tudo e mais alguma coisa, por fim começo a escrever (curioso que os primeiros dias ficam sempre muito organizados, com uma letra muito direitinha, sendo que, conforme o tempo vai passando a letra fica ilegível, tudo encavalitado, com setas e asteriscos... deve haver uma interpretação para esta "desorganização" ao longo do calendário) e por fim, o "enterro" da anterior (não é um enterro completo, porque acho sempre que posso precisar de uma informação "importantissima" que lá está, mas marcha para o fundo da gaveta! "Ano Novo, Vida Nova!!".

Bom Ano Novo!!

Aqui estou eu de volta para desejar-vos um Feliz Ano 2007!! Lenca: este ano prometo não te deixar sózinha por tanto tempo!! Estou perdoada??

Friday, December 22, 2006

Feliz Natal!!


Thursday, December 21, 2006

Vamos ajudar a criar sorrisos...

A iniciativa é tão boa, mas para que continue é preciso que ajudemos a criar sorrisos!

Entendem agora?!


It's really hard to walk in a single woman's shoes - that's why you sometimes need really special shoes! Carrie

Wednesday, December 20, 2006

Porquê, porquê, porquê??...

Alguém que por favor me explique porque é que há pessoas que utilizam o "deve de" por exemplo para "deve de haver"...
É uma regra gramatical que eu desconheço?

My baby just cares for me

My baby don't care for shows
My baby don't care for clothes
My baby just cares for me
My baby don't care for cars and races
My baby don't care for high-tone places

Liz Taylor is not his style
And even Lana Turner's smile
is somethin' he can't see
My baby don't care who knows it
My baby just cares for me

My baby don't care for shows
And he don't even care for clothes
My baby just cares for me

My baby don't care for cars and races
My baby don't care for
he don't care for high-tone places

I wonder what's wrong with baby
My baby just cares for
Just says his prayers for
My baby just cares for me

Tuesday, December 19, 2006

Lov(e)...


Love, Gustav Klimt, 1895

Crise?


Para mostrar a crise que se vive nesta Quadra Natalícia o Jornal da Noite passou uma peça feita na Rua Augusta em Lisboa, em que mostrava a Dona Rosa a cantar músicas populares - porque não gosta do Natal, que passa sempre sozinha e o Natal simboliza também isso que não tem: companhia - a Sra. das Flores que se queixava que o negócio não ia lá essas coisas, o Sr. da Loja com multi produtos que se queixava que os chineses lhe andam a dar cabo do negócio, os Srs. transeuntes que dizem que o dinheiro não chega para comprar presentes e que a crise está a dar cabo de nós, a sra. que dizia que comprar só nos saldos e que ainda bem que o Governo os ia antecipar porque só assim poderia comprar um casaco de abafo enquanto precisava dele. O país está mal pensava eu, abanando a cabeça, enquanto ouvia os número 3 dos países que entraram na UE em 2004 já ultrapassaram Portugal no nível de vida.
Por fim, a palavra ao Pai Natal. Com a pele esticada denotanto a tenra idade mas com as barbas e cabelos brancos a lembrar o sr. que vem lá da Lapónia, o personagem que simboliza a quadra (para desgosto dos mais velhos que lembram que quem oferecia os presentes era o Menino Jesus...) passeia-se pela Rua Augusta com uns balões na mão e afirma Há para aí muito dinheiro, muito dinheiro. Quando questionado pelo jornalista sobre a remuneração que ganha diariamente para ali estar a passear de fato vermelho: 250€ por dia, hum, bom?! O jornalista não resiste à exclamação, O sr. sabe que ganha mais que um ministro??!
E assim se vive a quadra Natalícia em Portugal, como qualquer nobreza ou rico arruinado: sem dinheiro mas mantendo as aparências. Noblesse oblige

Sunday, December 17, 2006

Moral da história...


Ontem passei a tarde a fazer biscoitos de manteiga e no meio resolvi fazer um bolo de chocolate numa espécie de já agora...
Os biscoitos, para além de darem uma trabalheira, são muito demorados de fazer: fazer a massa, amassá-la, cortar os biscoitos, cozê-los, tirá-los do forno e passá-los em açúcar refinado. Mais de 200 biscoitos...Claro que o Bolo de Chocolate tinha que falhar e cozer demais até ficar intragavelmente seco.
Moral da história: mais vale ficares-te pelos biscoitos bem feitos do empenhares-te a fazer um Bolo de Chocolate Seco.

Amores felizes?

Não sei o que se passa com as nossas mulheres e com os nossos homens apaixonados mas quer-me parecer que grande parte não anda a sentir aquele friozinho na barriga nem o tremelique de joelhos que tantas vezes caracteriza o amor. Estou a caricaturar, naturalmente que não espero que passemos a vida com frio na barriga nem com tremeliques nas pernas mas a verdade é que sempre acreditei que um grande amor desse, a quem o sentisse, uma sensação de único, inesquecível, incomparável...
Daí o meu espanto quando vejo não um mas, vários homens, terminarem frases como "o meu grande amor" ou " a paixão da minha vida" é o meu filho. Mais espantada fico eu quando, perguntando "mas ninguém ama a mulher?" levo com a resposta "claro porque homens vão e vêem, e filhos ficam"....
Não estou a discutir a eternidade ou efemeridade de uma relação amorosa Vs. uma relação parental mas será que ninguém percebe que não são coisas comparáveis?! Amor de mãe, amor de pai é para sempre, claro, mas porque é que as pessoas falam como se o amor da vida fosse apenas este? Não se acham capazes de amar mais do que isso?

Thursday, December 14, 2006

Não posso adiar o coração....

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.

António Ramos Rosa, 1974

Foi no outro dia, a propósito de uma conversa com a D. que encontrei este poema, "perdido" entre os 2001 poemas da Rosa do Mundo.
Li, reli, voltei a ler. Como é possível dizer tanto, escrevendo tão simples.
É ainda mais flagrante quando é lido em voz alta, mas para nós mesmos. Experimentem.

Porquê rotular?

Desde pequenos nos habituamos a rotular quase tudo e quase todos. Deve nascer connosco. Lembro-me de na primária existirem os caixa d´óculos, os gordos, os medricas tantos outros de que não me lembro agora. Depois passamos para o liceu e temos os giros, as feias (normalmente elas, as outras, eram sempre feias, claro) e crescemos, ficamos adultos mas continuamos a rotular. E a verdade é que muitas vezes descobrimos que o rótulo que demos, secreto, só nosso, é também usado por outros para a mesma pessoa. E atenção que o rótulo não é necessariamente mau ou bom. É um rótulo.
A minha questão é: quem rotula na realidade? Quem rotula ou quem é rotulado?

Monday, December 11, 2006

Dizem que faz bem à alma...


Crying Girl, Roy Lichtenstein, 1963

Saturday, December 09, 2006

Há dias assim III...

Viver todos os dias cansa.

Thursday, December 07, 2006

Descobertas em cadeia IV...


Porque é que tendemos a esquecer que temos sempre opções?
Quando fazemos poderíamos não o ter feito. Quando dizemos poderíamos não o ter dito.

Descobertas em cadeia III...



É preciso vir alguém de fora para relembrar o impacto da única obra de Oscar Niemeyer em Portugal. Passamos por lá todos os dias e já nos parece banal mas para quem chega, o Casino Park Hotel, de banal, tem muito pouco.

Sunday, December 03, 2006

Dá para mudarem a ladaínha?!!

Nunca fui muito de acreditar em astrólogos ou horóscopos mas a verdade é que sem saber bem como, talvez procurando o idílico: "esta fase má vai acabar e vai ser muito feliz para sempre", um dia fui consultar um astrólogo numa breve passagem por Madrid. O dito não me fez grandes previsões para o futuro mas disse-me o que eu queria ouvir e ainda me descreveu a minha vida passada o que, não me trazendo grande surpresa - eu andava a vivê-la ! - me deixou, de alguma forma, intrigada, afinal de contas a minha vida não estava em livro, nem em filme e eu que me lembrasse, nunca lhe tinha contado os meus segredos.
Nunca mais voltei a nenhum astrólogo e consegui o que muitos não conseguem: continuar a viver sem a certeza do que ele me tinha auspiciado. O máximo que faço (que já será demasiado para muitos, bem sei) é consultar alguns livros que me param nas mãos vindos das mãos de alguém. Ou seja, ainda não comprei nenhum.
E uma das ladaínhas é sempre a mesma, por mais que trabalhe árduamente, a minha vida, como diz o ditado, não vai sair da cepa torta. Bem sei que há um outro ditado popular que diz que o dinheiro não traz felicidade mas quer dizer....
Portanto se alguém aí é do signo Carneiro, com ascendente Caranguejo, com a Lua na 10ª casa, com Saturno na 2ª casa, com Vénus na 10ª casa e com o Sol na 11ª casa, prepare-se pois a previsão não é animadora:
Your arduous and dedicated work might produce little for you financially, but it does help to strengthen your self-worth and your appreciation of other values. Therefore, do not be discouraged. Saturn often grants a fairly normal financial status at an older age if one exerts oneself in this direction

Thursday, November 30, 2006

Gosto...

...do Outono, das primeiras brisas frescas que chegam no ar, da roupa quente, do calor de um abraço, da conversa acompanhada de um chá servido numa chávena enorme, de uma enorme chávena de chá para beber na solidão do meu sofá, de ler um livro enroscada na manta, de ouvir uma música nova com tudo fechado mas a olhar o mar, de um chocolate quente cheio de espuma, de uma botija de água quente a aquecer-me os pés, das outras mãos a aquecerem as minhas, do silêncio, de um banho quente, do filme certo na hora certa, do olhar ternurento da Eva que nunca se cansa de mim e que quer sempre mais, da vista da minha casa na qual por vezes me perco a procurar novos ângulos, do quadro do Pierrot que olha por mim, de ler o jornal pela manhã quando estou sem pressa e tenho uma chávena de café a aquecer-me a mão, do braseiro na casa dos meus avós, de ler em frente à lareira, de jogar um qualquer jogo dentro de casa quando faz frio lá fora, do Outono.

Monday, November 27, 2006

Mário Cesariny partiu...


...e ficámos mais pobres. Hoje de manhã, sintonizando a TSF ouvi, na inconfundível voz do Fernando Alves, um dos poemas que mais gosto de Cesariny.

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco


Mais uma vez, lembramo-nos de quem morre esquecendo-nos de quem vive...

Sunday, November 26, 2006

Dançar na corda bamba...

A vida é como uma corda
De tristeza e alegria
Que saltamos a correr
Pé em baixo, pé em cima
Até morrer

Não convém esticá-la
Nem que fique muito solta
Bamba é a conta certa
Como dança de ida e volta
Que mantém a via aberta

Dançar na corda bamba
Não é techno, não é samba
É a dança do ter e não ter
É a dança da Corda Bamba

Salta agora pelo amor
Ele dá o paladar
Mesmo que a tua sorte
Seja a de um perdedor
Nunca deixes de saltar

Se saltares muito alto
Não tenhas medo de cair (baby)
De ficar infeliz
Feliz a cem por cento
Só mesmo um pateta feliz

Dançar na Corda Bamba
Não é techno, não é samba
É a dança do ter e não ter
É a dança da Corda Bamba

Clã

Chegou!

A Fnac chegou à Madeira.

Durante meses falou-se disso. Uns mais cépticos outros mais crentes. Uns mais felizes, outros menos. Mas penso que muito poucos, ou nenhuns, indiferentes.
Eu incluo-me no grupo dos muito felizes, em extâse e por vezes eufóricos. E não tenho vergonha disso.

Friday, November 24, 2006

Sabedoria Popular II...

Aves da mesma plumagem, voam juntas...

Sabedoria Popular...

Depois de mim virá, quem bom, de mim fará...

Thursday, November 23, 2006

Estamos em contagem decrescente...



...e já se sente no ar o espírito natalício....ou sinto eu, que tenho tendência de viver esta época como se ainda tivesse 5 anos.

Wednesday, November 22, 2006

Ser mulher...

Collants é com certeza a peça de vestuário mais enervante que pode existir. É caríssima tendo em vista a peça que realmente é e, ainda por cima, tem um ciclo de vida curtíssimo por vezes quase inexistente.
Há sensação pior (com certeza que há mas sabem que quando tentamos demonstrar uma ideia somos, frequentemente, fundamentalistas!) do que umas collants inutilizadas ao tirar da embalagem ou ao vestir???!!!

Monday, November 20, 2006

Leituras XIII: Brincadeiras de crianças...



...de Carmen Posadas, é uma verdadeira caixinha de surpresas.

Há já alguns anos atrás li o Pequenas Infâmias incentivada por uma amiga minha que trabalhava na editora portuguesa que tinha a seu cargo a publicação desse romance estreia desta escritora uruguaia a residir em Espanha. Algum tempo depois, a M. ofereceu-me o segundo livro da escritora, o 5 Moscas azuis que, recordo-me, levei mais tempo a ler do que o anterior.
Agora, tanto tempo depois, sou surpreendida com este Brincadeiras de crianças, num registo que não esperava desta escritora. Surpreendeu pela positiva, com esta história que a crítica compara às histórias de Agatha Christie. E eu contentíssima, porque sou fã incondicional de Hercule Poirot.
A narradora criada por Posadas, Luisa d´Avilla, confunde-se com a personagem do seu livro. Ou seja, o personagem central é uma escritora que escreve livros policiais. A história do livro de Carmen Posadas confunde-se e mistura-se com a história do livro de Luisa D´Avilla e esta, confunde-se com o personagem central desse livro, Carmen O´Inns.
Intriga e suspense na dose certa, num livro que nos prende até à última página.

Friday, November 17, 2006

Ideais sonhados...

Não sei por culpa de quem, ou se de alguém sequer, mas a verdade é que a imagem feminina tem que suportar um peso que a masculina não tem. Não sou contra a vaidade e nunca pensei que uma mulher bonita ou que gostasse de se arranjar fosse, obrigatoriamente, fútil ou desinteressante. Já ouvi esta última teoria várias vezes...
Pensando nos ícones de beleza feminina da história, raras vezes consigo apontar uma "mulher perfeita". Atenção que me refiro à perfeição física. A Audrey Hepburn era elegante mas não linda de morrer e não correspondia aquele ideal de beleza que na época era idolatrado. A Marilyn Monroe tinha uma cara de anjo mas se fosse hoje em dia não punha o pé em cima de nenhuma passerele antes de se submeter a uma dieta rigorosa. A Gisele Bundchen ficou em 3º lugar num concurso da Elite Model Look porque o juri não gostava do seu nariz...e os exemplos sucedem-se.
Curioso é observar também que o que o modelo de uma mulher bonita não é coincidente para o público masculino e feminino. Experimentem testar isto com os vossos amigos e verão que tenho razão. Raras vezes concordei com amigos meus sobre a mais bonita. Porque os nosso ideais são diferentes e talvez porque os nossos propósitos também o sejam. Por isso acho que o ditado do há gostos para tudo é mesmo aplicável.
Isto a propósito de uma notícia que li esta manhã sobre uma manequim brasileira que morreu, vítima das consequências da anorexia....
Que ideais são estes que levam uma pessoa a este extremo. E como a Ana Carolina, com certeza existem tantas que sonham um sonho que não existe. Porque passam a vida a perseguir o inatingível...

Wednesday, November 15, 2006

Leituras XII: A vida feliz do jovem Esteban...


...de Santiago Gamboa foi-me dado de mão beijada. Perdão, emprestado de mão beijada, assim é que foi. Fui a 5ª pessoa a ler aquele livro, conslusão fácil de tirar pelo quadro em papel colado na primeira página. O quadro da Corrente de Leitura, uma espécie de Book Crossing criado por um grupo de professores.
Agora vou ter que passá-lo a alguém, mas antes, só dizer-vos que não podem passar ao lado desta história da vida feliz do jovem Esteban. Uma história contada na primeira pessoa que retrata desde o nascimento, na colômbia, até ao momento actual em que o escreve, já em Paris. O jovem Esteban, umas vezes mais feliz que outras, tem uma vida quase comum, e talvez por isso leve o leitor a identificar-se com alguns dos sentimentos. Mas tem uma vida comum cheia de histórias, que podiam ser as nossas, as dos nossos amigos...

Esta é pois a minha história. Talvez noutras vidas fosse possível encontrar factos mais memoráveis, mas esta que acabo de relatar é a que eu tive. A única que ainda tenho. Ninguém tem a obrigação de viver grandes vidas e dizem que, em todas, há um ou dois momentos que a justificam. Eu espero que seja assim, ainda que não esteja seguro de os ter encontrado.

Tuesday, November 14, 2006

Diabo a 4...


Precavida do pequeno contratempo de ontem, resolvi assegurar os bilhetes para a sessão de hoje. Depois de uma breve pesquisa no google verifiquei que a minha memória ainda está aqui para as voltas e que não me enganei na crítica que tinha lido ao filme Diabo a 4 da realizadora brasileira Alice de Andrade.
Ainda fiquei mais curiosa em relação ao filme depois de ler uma entrevista em que fala do seu papel como realizadora, da forma como vê o cinema brasileiro e da origem da expressão que dá nome ao filme que marca este segundo dia do Festival Internacional de Cinema do Funchal.
Mas a verdade é que a minha boa disposição também se prende com o facto de ter descoberto que o filme que ontem perdi por não ter conseguido comprar bilhetes, vai estrear esta 5ª numa sala de cinema perto de mim!

Será?...

Maybe our mistakes are what make our fate. Without them, what would shape our lives? Perhaps if we never veered off course, we wouldn't fall in love, or have babies, or be who we are. After all, seasons change. So do cities. People come into your life and people go. But it's comforting to know the ones you love are always in your heart. And if you're very lucky, a plane ride away.

Monday, November 13, 2006

Paris Je T´aime...


Daqui a menos de uma hora este filme vai abrir o Festival Internacional de Cinema do Funchal e eu não consegui um lugarzinho para estar lá. Parece que os madeirenses, em peso, resolveram gostar de cinema e de cinema francês. Onde estavam estes cinéfilos quando a sala do Cine Max dava sessões para 1 ou 2 espectadores?...
Espero que não tenha ficado sem entrada para depois haver lugares vazios pelos convites enviados a quem acaba por, invariavelmente, não ir....
Tenho pena de não ver este filme composto por 20 short stories assinadas por vários realizadores...
Vou tentar ir amanhã ver o Diabo a 4 que , se não estou em erro, é um filme brasileiro sobre o qual li qualquer coisa há uns tempos atrás. Boa crítica do que me lembro e com uma jovem realizadora promissora e uma jovem actriz que conheço de alguns programas de televisão. Isto, claro, se a memória não me falha...

Thursday, November 09, 2006

Elas vão...

...e eu vou acompanhá-las ainda que só em pensamento. Entretanto vou participando também dos preparativos, expectativas e tudo o mais, por aqui...

Já tinha saudades...

...das coisas simples.

Da felicidade do reencontro. De um jantar que se marca por si só. De não dar pelo tempo passar. De rir de mim mesma. De rirem comigo. De dar uma gargalhada espontânea.

Thursday, November 02, 2006

Oh tempo....


Voltei a abastecer-me de stimorol ontem no aeroporto. Prática recorrente desde que deixaram de os comercializar em Portugal. Eu sugiro que nos juntemos em prol do stimorol!

Tuesday, October 31, 2006

E oficial...

....A estrelinha do bom tempo que me tem acompanhado nas minhas ultimas viagens, resolveu abandonar-me.
Apesar da temperatura ter subido - estao agora 6 graus - a chuva tambem resolveu aparecer o que estraga o sightseing todo näo ë?....
Ah, e nao esquecer que andei a carregar no meu kit a maquina fotografia que resolveu ficar - literalmente - cega. Portanto esta ficara para a historia como a minha primeira viagem sem fotografias....

Friday, October 27, 2006

Tan, tan ran tan, tan ta ran.....

Aqui vou eu à aventura, qual guerreira destemida, a viajar sozinha com o meu kit viagem para país nórdico, frio como o raio e sob tromba d´água - é um kit muito completo que inclui um trolley e uma mochila recheados de objectos completamente indispensáveis.



Um deles, claro, é a máquina fotográfica. Espero conseguir bons locais que sirvam de tripé ou terei que repetir o sucesso destas imagens: 4 tentativas de me apanharem com a Estátua da Liberdade ao fundo.
(o título, claro que perceberam, é para ser lido ao som da música do Indiana Jones....tan tan ran tan, tan ta ran....tan tan ran tan, tan ta ran ran ran....)

Wednesday, October 25, 2006

Socorro, socorro...

De manhã, trânsito infernal, depois de uma noite mal dormida, ao colocar numa estação de rádio com música mais animada numa desesperada tentativa para despertar, ouço expressões como "biletes à venda", "mau tempo na ila" e "acidente ao quilomatro 14"....
Porquê?

Tuesday, October 24, 2006

Procura-se: Inventor


Procura-se inventor capaz de criar a varinha de condão com o poder de andar com o tempo para a frente ou para trás, consoante a necessidade. Agradece-se resposta a este anúncio para a caixa de comentários deste post.

Sunday, October 22, 2006

Kit felicidade, alguém sabe onde vendem?

Que a vida dá muitas voltas, já todos sabemos, até aqui nada de novo. Mas porque é que às vezes tem que ser, para além de imprevisível, traiçoeira? Porque acontece muitas vezes fazermos planos, contarmos com o ovo no cu da galinha, para depois, do nada, puuuf....como que por magia, tudo desaparecer. E aí, os planos, hum?
Dei comigo a pensar nisto esta tarde, à conta dos planos de vida futura de uma amiga minha. E depois, nem de propósito, li uma entrevista numa daquelas revistas dos semanários - que cada vez mais se vendem ao light do social - em que uma jovem e bonita rapariga assumia que tinha objectivos de vida mas que não fazia planos para a melhor forma de os atingir. Uma espécie de Quando lá chegarmos logo se vê. Confesso que sinto alguma atracção por esta filosofia quanto mais não seja porque sempre me disseram que penso demais...Entao, matutei enquanto lia a revista num sentimento que misturava vontade de pensar menos com atingir objectivos de vida e cheguei à conclusão de que mesmo me parecendo utópico me parece também ter potencial para ser uma fórmula vencedora.
Sempre que leio estas entrevistas e fico com uma ponta de inveja por vidas tão "perfeitas" lembro-me da M. que, habituada a esse meio, sempre que vislumbrava este meu sentimento a despontar bradava com um: "Esses? Nem se falam" ou "Apaixonados e felizes? Deixa-me rir, ele anda com a da caracterização e ela anda metida com o operador". E eu franzia o sobrolho e pensava: Mas parecem tão felizes....
Qual coincidência, num outro título com o qual me esbarrei, uma outra figura da TV nacional fazia capa com Quando tiver 30 anos quero estar casada e com filhos. Ri-me. Quando temos 16 achamos que somos imortais; Quando temos 20 achamos que para chegar aos 30 falta uma eternidade e que nessa altura a nossa vida estará completamente suportada em bases sólidas que consistirao num casamento feliz, filhos, uma casa e carro na garagem. Como se este kit estivesse à venda na prateleira entre a Vogue e o Gin.

Friday, October 20, 2006

Os heróis também se sentem assim....


Corto Maltese o herói, destemido marinheiro criado por Hugo Pratt.

Wednesday, October 18, 2006

Procurar a felicidade...


No próximo dia 26 estreia um filme sobre a vida e obra de Vinicius de Moraes. Morreu a 9 de Junho de 1980 acompanhado pela sua última mulher, a 9ª. Viveu sempre em busca do amor e da felicidade eterna...


A felicidade

Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor

Há dias assim II...

...em que nem aquilo que nos faz sempre sair de casa, nos dá ânimo para levantar do sofá...

Sunday, October 15, 2006

A história repete-se...

...mas desta vez em vez de ser com os neuhaus, é com os biscoitos de gengibre da Fábrica Santo António....

Friday, October 13, 2006

Finalmente alguém explica!


As dúvidas sobre a língua portuguesa são muitas - afinal é uma língua muito traiçoeira - mas algumas têm já explicação aqui . E fiquei muito satisfeita por, finalmente, ver uma justificação para esta questão.

Thursday, October 12, 2006

E não é que é mesmo?...


"Later that day I got to thinking about relationships. There are those that open you up to something new and exotic, those that are old and familiar, those that bring up lots of questions, those that bring you somewhere unexpected, those that bring you far from where you started, and those that bring you back. But the most exciting, challenging and significant relationship of all is the one you have with yourself. And if you can find someone to love the you you love, well, that's just fabulous "

Porque votar é um dever cívico de todos nós...

...Não deixem de dar a vossa opinião sobre o visual do treinador do sporting. Agora como é que esta blogosfera se lembra destas coisas....?

Wednesday, October 11, 2006

Sem ti e a tua nudez

(Há horas em que sem ti e a tua nudez
as lágrimas são como um temporal
furando a negra pedra dos montes
Como um rio que galga as margens
e tudo e todos arrasta
Ou uma casa abandonada de tão queimada
que nem os mendigos se atrevem a trespassar
por nela só haver lugar para o temporal)


Sem ti e a tua nudez

(Outras horas há em que as palavras são
todos os loucos do Mundo e suas gargalhadas de séculos
concentradas nas feridas paredes dos hospícios)

Sem ti e a tua nudez

(entre as horas que sou tudo isto e mais aquilo
a carne inquieta-me apodrece e perco a coragem
de estar vivo por me sentir sempre demasiado vestido)

Emanuel Bento

Sunday, October 08, 2006

E lá vão 3....


Ok. Vais e acordas num Domingo de manhã, tomas um pequeno almoço saudável e segues para a ginástica onde suas o vinho e a sobremesa do jantar da noite anterior. Depois passas o dia numa base saudável de alimentação que coroas com um jantar de filete de espada e esparregado.

Sentas-te confortavelmente no sofá à espera que comece o último episódio desta série de Os Homens do Presidente e ao ires buscar a água ao frigorífico (depois de teres bebido mais de 1,5L mesmo sem sede) reparas, pela 1287738748753 vez, naquela caixinha de Nuehaus cheinha a abarrotar, dos melhores chocolates, directamente de Bruxelas. E nem pensas 2 vezes, porque ver este episódio sem um docinho, não é a mesma coisa.
E lá vão 3....
(E depois, tentas tanto distanciar-te deste personagem insano que escreves o texto na 2ª pessoa)

Bimbo! Com muito gosto??

Hoje, Domingo, depois de orgulhosamente passear a Eva e de conseguir a muito custo voltar a pô-la no carro, cruzei-me, já em andamento, com um daqueles carros que parece que se multiplicam aos fins de semana, com os apetrechos pendurados no retrovisor, ou os cãezinhos a pilhas, apoiados em almofadas na parte de trás bem juntinho ao vidro.
A minha questão é muito simples: PORQUÊ?

Friday, October 06, 2006

3,2,1...e apago


Não sei qual das duas, ou se as duas, picas que hoje levei, trazia o virus da mosca tsé-tsé...mas alguma trazia, com certeza.

Onde isto já vai...

"Greenpeace diz que Bush faz mais que Barroso pela defesa do fundo do mar "
in Jornal Público, edição de hoje.

Wednesday, October 04, 2006

Avisem o continente americano de que vai mais uma ilha a caminho...

É a única conclusão que tiro das live images que a netmadeira dá da ilha do Porto Santo...São 22h52 e acabei de ver a webcam da netmadeira para o Porto Santo: céu limpo, azul, clarinho, clarinho....
A conclusão só pode ser uma: Por esta altura o Porto Santo deve andar ali pela costa do Rio de Janeiro e a descer....

Tuesday, October 03, 2006

Mais uma pocinha...


À beira do desespero... cá por casa andamos em novas aprendizagens!! O Martim tem problemas de pontaria porque erra sempre o bacio!! Comprei um bacio girissimo que continua "virgem"... por outro lado, daqui a uns dias andamos de botas de água de tantas poças que surgem no resto da casa!! Adoráveis criancinhas... quando ele tiver 15 anos e disser "posso saír à noite?", "fazer um piercing", "ter uma mota?" apanha com o bacio na cabeça...

Suspeito que o dia não vai acabar bem quando...

...para começar, o dia não começa bem. Quando demoro 45 minutos no meio do trânsito para chegar a um ginásio onde pago uma fortuna por mês, para constatar que não há um único aparelho disponível para eu poder exercitar o corpo e, o que mais precisava, a mente. E quando, no regresso a casa a pensar, Pelo menos tenho o meu sofá, consigo a proeza de riscar o carro no portão de casa. Que por acaso não mudou de cor, nem de sitio, nem de tamanha.
Dispenso mais surpresas por hoje.

Descobertas em cadeia II...

1º As livrarias na Madeira são ainda menos do que eu calculava (Bertrands, Esperança, Julber, Nobel. Alguém, por favor me consegue dizer mais alguma?);
2º Nas livrarias da Madeira, não existe uma pessoa capaz de soletrar correctamente o nome de Winston Churchill, para não falar nos que o desconhecem totalmente;
3º Não há uma livraria na Madeira que tenha a Biografia deste senhor;
4º Nem as Bertrands que estão em maioria, e que são a editora do dito livro, conseguem pô-lo cá em menos de 2 semanas;
5º Começo a desconfiar que vivo no fim do mundo;
6º Ganho a certeza de que vivo no fim do mundo;

Monday, October 02, 2006

Sorry... mas ando fechada para balanço... interno...


Pois... agora já sabem qual o segredo... 8 semanas, 15 milimetros (o bebé da imagem está sem dúvida muito crescido para a idade), quase sem caber na roupa, enjoada e cheia de sono... um dia destes regresso, quando acabar este período de hibernação e preguiça... é que apesar de sermos dois, temos muito trabalho cá dentro, logo, andamos com pouco tempo para computadores... acordem-nos quando chegar a Primavera!!

Sunday, October 01, 2006

Glosa à chegada do Outono

O corpo não espera. Não. Por nós
ou pelo amor. Este pousar de mãos,
tão reticente e que interroga a sós
a tépida secura acetinada,
a que palpita por adivinhada
em solitários movimento vãos;
esse pousar em que não estamos nós,
mas uma sede, uma memória, tudo
o que sabemos de tocar desnudo
o corpo que não espera; este pousar
que não conhece, nada vê, nem nada
ousa temer no seu temor agudo...
Tem tanta pressa o corpo! E já passou,
quando um de nós ou quando o amor chegou.
Jorge de Sena, in 366 Poemas que Falam de Amor

Leis da atracção...



...Parece que andam de mãos dadas, casamentos e conversas sobre casamentos.

Ando para fazer uma estatística mais cuidadosa, mas ainda não foi oportuno. Dos 4 casamentos a que fui nos últimos 3 meses, a conversa, acabou invariavelmente no tema do casamento, na disputa de quem será o próximo. Já assisti a apostas e tudo.
Juntamo-nos todos para celebrar a união de um casal de amigos e acabamos todos a falar na união de todos os outros. Chamo-lhe " a conversa do anel". Claro que este é o tema da conversa mas há sempre sub-temas, como o tipo de pedra e valor do dito anel, a forma como deve ser feito o pedido ou alguns termos de acordo para a futura união. Eu já achava que os casamentos dos amigos eram óptimos para a pressão da "conversa do anel" mas no último a que fui, houve mesmo quem fosse mais longe e aproveitasse o momento de comunhão para fazer o próprio pedido, com anel e tudo. Vêem? Leis da atracção: casamento atrai casamento. Por isso já sabem, se não estão para aí virados, o melhor mesmo é, da próxima vez, arrajarem uma desculpa qualquer.

Outubro....

Adoro as tarde de Domingo sem compromisso, não há melhor retemperador para a minha alma. Adoro as conversas de Domingo, quando nos juntamos numa qualquer esplanada ou café. Adoro-as porque são sem compromisso, porque não precisam de nos levar a lado nenhum. Tão bem melhor a conversa que não precisa de nos levar a lado nenhum.
Ainda para mais agora, no início do Outono, em que todos os lugares me parecem mais acolhedores e, consequentemente as conversas também.
-1 de Outubro, já estamos no mês 10.
- Já passou um ano, respondi.
Não sei ao certo em relação a quê que passou um ano, mas passou mais um. Entendo agora o que querem dizer quando dizem que o tempo passa a voar. E passa de facto, ainda mais quando estamos de bem com a vida.

O pecado da gula...

O saco de 15 kg com a ração da Eva, caiu durante a noite, despejando mais de metade do conteúdo num monte, que aos olhos do pobre bicho, deve ter parecido um oásis no meio do deserto. Comeu até eu dar por isso, deviam ser umas 10h00, altura em que já parecia que tinha uma bola de futebol dentro da barriga. Ainda bem que não é um peixinho dourado. De qualquer forma está a ser alimentada com uma dieta infalível: chá de camomila.

Tuesday, September 26, 2006

No quintal dos meus avós é assim....


Setembro 2006

Monday, September 25, 2006

Le bise...


Le baiser de l'hôtel de ville, Robert Doisneau

Leituras XI: A Sombra do Vento...




A minha segunda leitura nas férias foi este fantástico, sim, fantástico livro de Carlos Ruis Zafon.

É um mistério literário que tendo como cenário a Barcelona ensombrada pela Guerra Civil Espanhola e pela 2ª Guerra Mundial, nos leva a mergulhar de cabeça nas várias histórias de amor, de encontros e desencontros, nas palavras do personagem central:Daniel Sempere.


Uma história que começa numa manhã de 1945, quando o pai o leva a descobrir o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, de entre os milhares de livros guardados, esquecidos nas estantes, Daniel vai escolher ler aquele que irá mudar para sempre a sua vida: A Sombra do Vento mas esse, de Julian Cazar.

É um livro sobre um livro. Um daqueles que não conseguimos fechar, esquecer.

Não escrevo mais porque acho que seria uma crueldade para quem o quiser ler. Deixo só uma breve passagem:

Bea diz que a arte de ler está a morrer muito lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos.

Ram, ram...

De volta ao reboliço depois de quase 3 semanas de férias, custa um pouco a entrar no ritmo, mas acredito que vou conseguir! Atirada para a realidade quotidiana suspeito que não terei outro remédio que não habituar-me.
Entretando fiz o que se deve fazer em férias: n ada. Um nada que se traduziu, entre outras coisas, em leituras.
O primeiro, Principessa, de Peter Prange, é uma boa história, baseada em factos históricos e com imaginação q.b. à mistura retrata a Roma do século XVII através de uma mulher que nos leva, leitores, a conhecer dois dos grandes arquitectos da época: Bernini e Borromini. Só tenho dificuldade em sugeri-lo por causa da pobre, muito pobre tradução. E atenção que não sou uma daquelas fundamentalistas que analisa palavras atrás de palavra à procura do erro. Esta é, de facto, uma muito pobre tradução. De qualquer forma o autor, que escreveu originalmente em inglês, não tem culpa disso, portanto, porque não?....

Wednesday, September 06, 2006

Sinto...

Sinto que ando a desvirtuar os caminhos deste Ler Devagar. Não sei bem como nem porquê. Mas sinto que algures no caminho, me desviei do rumo inicial. Se mais alguém reparou e, como eu, nao gostou, peço que me entenda, nem sempre é fácil sustentar um blog. Vou de férias, 2 semanas (inteirinhas!) e prometo que, quando voltar, vou tentar voltar ao ponto de partida.

Funeral Blues...

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He Is Dead,
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever; I was wrong.
The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood,
For nothing now can ever come to any good.

W. H. Auden

Tuesday, September 05, 2006

Leituras X: O Mistério da Cripta Assombrada...


...de Eduardo Mendoza.

Fui seduzida por este escritor catalão logo no primeiro livro que li dele, Uma Comédia Ligeira. Pouco tempo depois aventurei-me no Cidade dos Prodígios e, o por último deliciei-me com o A Aventura do Cabeleireiro de Senhoras, uma fantástica sátira à sociedade espanhola.
Mas desde esses três livros já passou muito tempo. Achei que era altura de voltar a ler Eduardo Mendoza e resolvi-me por este O Mistério da Cripta Assombrada.
Como sempre tem acontecido, perdi-me nas palavras deste escritor e fiquei viciada na história de um detective que acaba de sair de um manicómio e que nem detective é, e que ao longo da narrativa consegue meter-se nas situações mais improváveis, impensáveis mesmo.
Num colégio de freiras uma jovem de 14 anos desaparece misteriosamente sem deixar rasto. Reaparece, 2 dias depois, sem se conseguir lembrar de nada do que entretanto aconteceu. 6 anos depois desaparece outra rapariga, exactamente nas mesmas circunstâncias. Um doente mental, internado num manicómio, é forçado pelo comissário Flores e pela Madre Superiora do colégio a investigar o caso.
Este detective sem nome, é sem dúvida um herói atípico que conta as suas aventuras rocambolescas com um humor surpreendente.
Este é muitas vezes referido pelo autor como o livro que mais gostou de escrever. Foi o seu segundo livro e foi escrito, sem rascunho, sem investigação, numa semana de retiro no seu apartamento em NY.

Monday, September 04, 2006

Sabor a pimenta...

Passada a euforia inicial da chegada da Eva, começo já a preparar planos de emergência para salvar os meus móveis e tapetes como o de andar pela casa a esfregar pimenta nas esquinas, nos pés das cadeiras ou nos cantos dos tapetes. Espero que não seja vã esta tentativa de salvar algum do meu mobiliário, gostava sinceramente de conseguir salvar algumas peças.
Mas a verdade é que a ternura da Eva compensa algumas destas chatices. É impossével brigar durante muito tempo com ela, em especial quando ela faz uso da sua arma mais poderosa: o olhar dengoso.
Preparo-me para pôr pimenta e já me rio só de pensar naquela trôpega de 3 meses a tropeçar nas suas próprias patas a correr para a taça da água...

Friday, September 01, 2006

Meet Eva...