Tuesday, March 27, 2007

Finalmente uma menina!!


Não é esta, mas é practicamente igual! Está a crescer ao pé da família dela para dentro em breve vir juntar-se a esta família. Linda de morrer, não é? Finalmente tenho uma mulher para trocar ideias cá em casa... vamos falar de unhas, cabeleireiro (e tosquias), culinária e dizer mal dos homens... já cá faltava um toque feminino... já posso comprar um enxoval cor-de-rosa!! Falta-lhe um nome... ajudem-me e mandem propostas!!

Síndrome da madrásta má no meu aquário


Há um peixinho no meu aquário muito pacifico se... não houver outro igual a ele nem com barbatanas bonitas e longas, ou seja, reformulando... há um peixinho no meu aquário muito pacifico se todos forem mais feios do que ele... Aonde é que eu já vi isto? Na história da branca de neve e talvez em alguns humanos... problemas de narcisismo em todas as espécies...

Friday, March 23, 2007

Desculpas com alguns 20 anos de atraso

Lembro-me de ser pequena e fulminar com o olhar as amigas dos meus pais que me apertavam a bochecha enquanto constatavam, Está tão grande! Muitas vezes logo de seguida olhavam para mim e suspiravam, Eu andei contigo ao colo.
A parte do suspiro só agora consigo definir porque quando mo diziam eu achava que era com alegria que o comentavam. Sei agora que não. Sei-o porque dei por mim a fazer o mesmo comentário e o suspiro que me saiu foi quase um tremor. Uma constatação não do tamanho da criança em causa, não da doce lembrança de a pegar ao colo mas a constatação de que o tempo está a passar por mim e que brevemente estas crianças vão estudar, sair à noite, trabalhar e quem sabe ser minhas colegas.
Por isso quero pedir desculpas a todos aqueles que foram fulminados com o meu olhar quando, naquele momento de tremor suspiraram o - Estás tão grande, lembro-me de andar contigo ao colo. Sei agora que não o diziam por dizer numa conversa de circunstância, sei agora que aquele brilho no olhar era de quem, naquele preciso instante, constatava que o tempo não pára.

Qualquer dia até nos citam!


Pois é António, a nós, depressa ou devagar, até nos lêem na China! Vocês parece que andam com umas fugas ameaçadoras.

Monday, March 19, 2007

Sobe, sobe, Balão sobe....



Veio o vento e lá foi o Balão. Conta quem viu que os cabos foram rebentando, um a um e que o pobre balão lá acabou, dentro de água.
Já agora o pé de vento podia ter levado aquelas mesitas do Vagrant ali ao lado. É que já que era para fazer uma limpeza, mais valia que fosse tudo de uma vez.
Pessoalmente acho um fim pouco digno para um Balão que gerou tanta discórdia. Mas como diria a sabedoria popular: Cada um tem aquilo que merece.

Sunday, March 18, 2007

Orgulho masculino!


Freud disse que as mulheres tinham "inveja do pénis", mas descobri que talvez a realidade seja que os homens têm "orgulho exacerbado do pénis" (não é por acaso que Freud é homem...)...
Esta minha teoria provém do seguinte episódio: há dias fui buscar o meu filho (2,5 anos) à escola e ele foi mostrar-me muito orgulhoso que já fazia chichi de pé...
Eu - Que bom filho! Já estás grande! Já seguras na pilinha!
Ele - É o pénis mamã!
Engoli a lição, espantada com as coisas fantásticas que ensinam no infantário, no carro voltei ao assunto:
Eu - Diz-me lá, o que é o pénis?
Ele (após uns segundos a pensar) - É uma coisa linda, grande e mágica!!
Fiquei eu com um misto de orgulho ("é tão homenzinho!") e descobri de onde vêm tantas preocupações masculinas... é que o umbigo deles fica noutro lado!! (ou já ouviram mulheres fazer citações parecidas, comparar cumprimentos ou valorizar tanto os seus órgãos?!)

E ela cresceu, cresceu, cresceu...




Bem, desde a última vez que cá estive cresci muito!! (por isso não tenho podido vir cá, porque ocupo todo o meu tempo livre a comer...). Cresci tanto que descobri que: há partes do meu corpo que já não avisto (tirando as que já antes não conseguia ver...), de cada vez que tenho os atacadores desapertados entro em desespero e inicio uma série de posições estranhas para amarrá-los; quando há dias ia cumprimentar uma amiga grávida, não conseguimos chegar à face uma da outra; não consigo lavar a loiça sem me molhar toda, nem consigo tomar banho sentada na banheira (o banho consigo tomar, mas depois não consigo é "içar-me"!).

Friday, March 16, 2007

O que é que a Irlanda tem?


Dublin


Não sei o que é que a Irlanda tem. Mas com certeza alguma coisa especial. Não é qualquer país que tem tantos escritores nobelizados (4 se não me engano) nem é qualquer cidade que tem as ruas assim com tanto movimento em dias de semana.

Wednesday, March 14, 2007

Nada que umas marretadas não resolvam!

Ouvi estas manhãs nas notícias a grande descoberta que se fez ao distinguir a pensinsula, no lado esquerdo do cérebro, como a área responsável pela vontade de fumar. O primeiro passo para esta importante descoberta foi o exemplo de um homem que depois de 24 anos a fumar 2 maços por dia, sofre, aos 38, um AVC com consequências nessa específica área do cérebro. Consequência: nem uma réstea de vontade de pegar num cigarro e fumar, nada.
Não se enganem: lado esquerdo! E toca a marretar!

Tuesday, March 13, 2007

E a bola é redonda!...

Porque é que os jogadores da bola insistem no "e quando assim o é"? Será que eles têm aulas de futebolês? Reunem-se nos balneários e combinam frases e expressões que serão usadas só por eles para que não haja dúvidas, onde ou para quem quer que falem, que são futebolistas.
"Fui feliz, marquei um golo e quando assim o é, a equipa está de parabéns..." quando na verdade está a pensar "sou o maior, sou o maior, estes gajos não jogam nada e se não fosse eu tínhamos perdido o jogo". Mas é assim a solidariedade futebolística. E é bonita de se ver, sabem que podem passar de bestiais a bestas em 5 minutos de jogo com transmissão televisiva.
"E prontos o futebol é assim".

Monday, March 12, 2007

O novo membro da família....

Adoptámo-la recentemente e é já um membro indispensável da família. É convidada para todas as refeições e não imaginamos a vida sem ela.

Sunday, March 11, 2007

Se eu fosse de acreditar em sinais divinos...

No outro dia, numa das minhas deambulações pelas incertezas que por vezes me atormentam, pensava, afinal o que temos de certo na vida? Sim, porque quando alguma coisa nos corre mal no trabalho pensamos "trabalho não é tudo e eu tenho uma vida para além disto" para depois, quando algo nos corre mal na vida pessoal nos refugiarmos num "sou uma boa profissional, dou o tudo por tudo no trabalho e isso recompensa-me".
Nem de propósito (coincidentemente no regresso a casa vinda de Dublin), Joyce respondeu-me através de uma daquelas preciosas citações que a revista Sábado nos apresenta: A única coisa que temos de certo na vida é o amor de mãe.

Friday, March 09, 2007

Os homens e a beleza feminina...


Apesar de grande parte dos homens aparentar que se interessa pela quantidade, acredito que no fundo, a qualidade não lhes passa despercebida.

Gostam de uma mulher arranjada, cuidada. Gostam de apreciar um vestido bem escolhido, adequado à situação, gostam de observar umas mãos e uns pés bem arranjados. Gostam de sentir um toque suave e um cabelo sedoso. Muitas vezes (quase sempre, digo eu) gostam de ver nos outros um certo olhar de cobiça para a "sua" mulher...um sentimento de posse e até de orgulho enche-lhes o ego.

Agora por favor não os façam espera numa manicure, nem lhes peçam para dar opinião na cor de um baton. Que nem vos passe pela cabeça pedir-lhes que vão convosco a uma loja e espere junto ao provador nem tentem familiarizá-los com termos como "esfoliante", "amaciador", "cutículas" ou "pinça". Isso não.

Porque eles gostam do resultado final, agora como chegaram lá, o melhor, acreditem, é guardarem para vocês.

Thursday, March 08, 2007

Parabéns Catarina!


Pensava eu...

...que valores como o respeito ou a honestidade estavam inerentes na amizade.

Tuesday, March 06, 2007

Leituras XVI: Travessuras da Menina Má...


...de Mário Vargas Llosa, é uma lufada de ar nas minhas leituras de ultimamente.

Sim, sim, chorei enquanto lia. Sim, sim, é uma história que teima em puxar-nos pelo pé para a realidade dos sentimentos. Mas é também uma daquelas histórias que não nos sai da cabeça mesmo depois de fecharmos o livro.
O último livro que tinha lido deste autor peruano tinha sido A tia Júlia e o Escrevedor do qual gostei muito. Mas este último tem uma dinâmica narrativa diferente e a história envolve fazendo-nos pensar que fazemos parte dela.
O livro acompanha a vida do personagem central, Ricardo, que em adolescente ainda, se apaixona por Lily (um dos vários nomes que adopta ao longo do livro). Um amor que vai acompanhá-lo (ou persegui-lo) ao longo da vida toda. O único sonho de Ricardo - viver em Paris - concretiza-se e diz-se que nesta parte o personagem tem muito do próprio Vargas Llosa que também viveu tempos dificeis na Cidade Luz enquanto tradutor/intérprete.
Uma das coisas que mais gostei neste livro - para além de todas as considerações em torno do Amor - foi a ideia com que fiquei de que cada um dos leitores o há de interpretar de forma diferente.
"Afinal, qual é o verdadeiro rosto do amor?"

Monday, March 05, 2007

Ah pois é....

....não sei se alguém deu pela falta mas voltei! Da minha parte posso dizer que já tinha saudades de "casa" que isto de andar de um lado para o outro...cansa.

Wednesday, February 14, 2007

E já agora, o IVA também...

cortesia da S.

Tuesday, February 13, 2007

Contagem decrescente...

....se o frio não vem até mim...vou eu procurá-lo.

Friday, February 09, 2007

Oh São Pedro?!....

....dá para pôres o tempo às direitas? É que daqui a pouco é Primavera e o meu organismo continua à espera o Inverno.

Tuesday, February 06, 2007

The Oscars IV: The Departed...

...de Martin Scorcese está nomeado para 5 Oscars: Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário (Mark Whalberg), Melhor Edição, Melhor Argumento Adaptado e Melhor filme.

Parece-me que se encaixa bem no perfil de potencial vencedor do Oscar de Melhor Filme. É um filme forte, pesado, não apenas no conteúdo mas na forma como foi realizado e os actores encarnam os personagens na perfeição. Jack Nicholson, Martin Sheen, Leonardo Di Caprio, Mat Damon ou Mark Whalberg são os personagens centrais num filme que fala de corrupção, de luta de ideias numa força policial e numa sociedade minada de interesses.

Já vi este filme há algum tempo, sozinha, e talvez por isso o factor violência me tenha marcado mais. Mas mesmo assim, gostei, acho que no conjunto é um filme forte.

Monday, February 05, 2007

The Oscars III: Blood Diamond...

...mostra um Leonardo di Caprio no seu melhor. Um desempenho que impressiona, não haja dúvidas. A Academia reconhece-o nomeando-o para Melhor Actor. O arzinho de menino que tinha no Titanic e do qual não se conseguiu descolar no Catch me if you can, começou a desvanecer-se no Departed e agora no Blood Diamond o actor surpreende.
Reconhecido também está o desempenho de Djimon Hounsou que está nomeado para o Oscar de Melhor Actor Secundário.
Para além destas duas nomeações o filme concorre ainda em outras 3 categorias: Melhor Montagem, Melhor Edição, Melhor Edição de Som.
Quem ainda não teve oportunidade para ver o filme ou está indeciso, pode passar por aqui e ver um breve thrailler.

Friday, February 02, 2007

Um contra todos?....

Sempre achei que, pensava demais. Acho, porque penso nisso, naturalmente. Porque se não deitasse fora o tempo a pensar nisso (como acham alguns) não ia sequer ter dados para fazer esta constatação. Portanto, -1 ponto para mim, + 1 ponto para o remanescente das pessoas.
Se a esta pontuação adicionar os pontos por cada desilusão que advém da constatação acima mencionada tendo para....número infinito. Claro. Não pode ser. Vou então fazer as contas relativas ao último mês último mês. Chego a qualquer coisa como -7. Mas como o remanescente das pessoas para além de ter os tais +7, tem ainda um ponto bónus, por ser uma maioria, o resultado final muda.
Pontuação actual:
Eu= -7
Remanescente das pessoas = +8
Por exemplo agora, neste preciso momento, dou comigo a pensar neste resultado e fico preocupada (-8 vs. +9) e pergunto-me se não será melhor arranjar ajuda profissional. Um psicanalista ou psicoterapeuta daqueles que vão encontrar um motivo perfeitamente válido para tudo isto. Qualquer coisa como a minha mãe ter tido uma discussão na banca da fruta quando estava com 5 meses de gestação. Esses motivos perfeitamente válidos que os psicoterapeutas encontram. Mas não, nenhuma dessas soluções me parece viável. Vou antes almoçar com a Catarina.

Wednesday, January 31, 2007

Sempre ouvi dizer....

...que, uma piada para ter graça, basta ser dita uma vez.

Tuesday, January 30, 2007

The Oscars II: A Rainha...


...de Stephen Freares está nomeado para 6 Oscars entre o de Melhor Actriz, melhor Realizador e Melhor Filme.
Helen Mirren já levou para casa o Globo de Ouro e é uma das favoritas a levar a estatueta dourada. Gostei do desempenho dela, acho de facto brilhante, mas o filme não me seduziu por aí além.
Talvez pelo tema. Passados 10 anos, aquele filme vem recordar a histeria colectiva que envolveu a morte da Princesa Diana. A ligação entre o governo e a família real. A impetuosidade de Tony Blair. A volatilidade de Carlos. O carácter humano da rainha.
Mas a verdade é que, baseado em personagens reais, esta é uma história inventada por Peter Morgan que está de resto, nomeada na categoria de Melhor Argumento Original. Não vejo que mereça, como não me parece que chegue ao Oscar de Melhor Filme.

Monday, January 29, 2007

The Oscars I: Babel...

...de Alejandro Gonzaléz Iñarritu está nomeado para 7 categorias, entre as de 2 nomeações para Melhor Actriz Secundária (Adriana Barraza e Rinko Kikuchi), Melhor Realizador e Melhor Argumento Original.
O filme é longo e forte, pesado. São várias histórias paralelas que se cruzam por uma vez na vida. Gostei muito do filme mas é daqueles que só consigo ver numa sala de cinema. Não consigo bem explicar mas há filmes assim, que não me imagino a ver sentada num sofá a olhar para um pequeno ecrã. A S., que foi comigo, não ficou convencida, acha que lhe falta alguma coisa.
Seja como for, consensual é o desempenho de ambas as actrizes nomeadas.
Parece-me um forte candidato, se não for por Melhor Filme, pelo menos por Melhor Realizador. Mas nos Globos de Ouro parece que foi um dos vencidos....vamos ver.

The Oscars: Já falta pouco!

A proximidade da data de entrega dos Oscars (25 de Fevereiro) é acompanhada por frenéticas idas ao cinema, conversas cinéfilas e até apostas.Quem gosta um bocadinho de cinema, quem nem aprecia a 7ª arte e os fanáticos devoradores de cinema, unem-se para saber quais os vencedores deste importante galardão.
O Ler Devagar abre uma conversa sobre as preferências de cada um sobre as nomeações, queremos saber o que já foram ver, o que acharam do filme, do desempenho dos actores. Da minha parte começo já no post seguinte.

TAP faz futurologia...

...seria um bom título de notícia, quem sabe até chamada de 1ª página. Depois de ter, atempadamente, marcado e pago pelo meu bilhete de avião para Dubllin por altura do Carnaval, recebo um telefonema a dar-me conta do seu cancelamento.
O motivo do cancelamento deve-se a uma avaria técnica do aparelho diz-me a senhora do Fale Connosco da TAP com uma arrogância que me tirou do sério.
Falta mais de um mês para o voo, explique-me como é que isso pode ser???
Oh minha senhora, é o que tenho aqui escrito, responde, não só arrogante como insolente.
O que é que a pessoa faz? Reclama, por escrito, outra vez....É a minha 2ª reclamação em 2 meses e continuo a aguardar resposta à 1ª. Como é costume dizer, mais vale esperar sentada...

Wednesday, January 24, 2007

Ainda vou a tempo?

É que tenho mais uma resolução:

Não embarcar em alucinações colectivas e assumir as minhas posições individuais.

Saturday, January 20, 2007

Leituras XV: A Herança de Eszter...

...de Sandor Marai marcou-me pela história simples, pela escrita fluida de ideias. É um daqueles livros pequenos que se lê numa qualquer espera. (Li-o enquanto esperava por uma consulta numa sala de espera. )

Através das palavras de Eszter ficamos a conhecer a sua história e de Lajos, o seu grande amor, o único que conheceu. Conforme vai falando dele, ficamos a conhecer um homem que toda a vida mentiu, que casou com a sua Irmã Vilma, e que nunca olhou a meios para atingir os seus fins. Mas mesmo assim, Eszter, passados mais de 20 anos, continua a amá-lo.

Volvido esse tempo, depois da morte de Vilma, Lajos regressa acompnahado dos seus filhos. Nesse (re) encontro, fala-se do passado, faz-se de certa forma uma catarse, e enquanto leitores voltamos a ver Eszter a cair nas malhas de Lajos.
Há coisas assim, inevitáveis.

Wednesday, January 17, 2007

Memórias curtas....

Quando era mais nova, bem mais nova, andava ainda na escola primária, lembro-me das Presidenciais que puseram frente a frente Mário Soares e Freitas do Amaral. Lembro-me que fazíamos na escola debates e jogos em que as equipas eram os pró-Soares e os pró-Freitas. Na altura, ia-se calhar a uma equipa por uma qualquer coincidência que podia ir desde estar lá o menino de quem gostávamos, ou a nossa melhor amiga, ou porque simplesmente era a equipa que precisava de mais um membro. Lembro-me como se de um filme muito antigo se tratasse, de estar em cima de um muro, oposto ao muro da outra equipa, a vociferar argumentos que eu nem bem entendia mas que trazia decorados de casa, ou por os ouvir dos meus pais ou por os reproduzir da televisão.

Hoje com o iminente Referendo à Despenalização do Aborto, e com todo o debate que se tem gerado em torno da questão, por vezes acho que estou a voltar no tempo e a rever aqueles argumentos decorados que usei com os meus coleguinhas, na primária.
Não me recordo ao certo quanto tempo passou desde o último referendo a este mesmo tema mas o que sei é que durante esse período, os movimentos pró e contra, parece que se desfizeram ou emudeceram, pelo menos. Eu, que não sei que posição hei-de tomar, gostava de ter sido esclarecida antes, sobre os motivos, objectivos de cada uma das correntes de opinião, antes e não agora que a informação é, como em todas as campanhas, mais desinformativa do que informativa.
Não entendo os fundamentalismos e mais uma vez, quando leio certas coisas por aí (a blogosfera parece rendida ao tema) recordo-me da minha campanha na escola primária. Queríamos ganhar, esgrimíamos argumentos e números, e fechávamos os olhos, tapávamos os ouvidos, aos argumentos dos outros. Éramos estanques, como me parecem ser estes agora. Só que estes não são crianças e era bom que percebessem que não se trata de ganhar ou perder, não se trata de ficar na equipa mais ou menos popular, trata-se de encontrar um meio termo, uma saída racional mas digna. Fechar os olhos ao aborto parece-me cínico, desonesto até. Mas liberalizá-lo parece-me um tiro no pé para não dizer um suicídio. Eu tenho dúvidas que gostava de ver esclarecidas. Mas é tarde demais. Porque esta campanha é como a política, é apenas para os que lá estão. Usam-se palavras caras, termos elitistas, porque na maioria são pessoas que mais do que querer ser ouvidas, gostam de se ouvir.

Tuesday, January 16, 2007

O convite é para todos...


...a Instalação da Luísa Spínola pode ser visitada nas Arcadas do Pelourinho, na Rua Direita, todos os dias, entre as 8h00 e as 20h00, até ao dia 23 deste mês de Janeiro.

Monday, January 15, 2007

Afinal?!


Cerca de mil pessoas aguardavam esta madrugada, numa fila de duas horas, para visitar a exposição de Amadeo Souza-Cardoso, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que termina às 24h00.

O que me leva a perguntar, afinal a culpa é do malho ou do malhadeiro?

Thursday, January 11, 2007

A fidelidade segundo Alberoni...

"É um acto de vontade. Só na fase inicial do enamoramento é que é espontânea. É espontânea nas mulheres apaixonadas, mas nem sempre nos homens. "

Wednesday, January 10, 2007

Prova de fogo?


Na minha primeira prova de fogo à resolução de ano novo, resolvi aceder ao convite feito por telefone por uma da minhas lojas mais tentadoras - Passa por cá que vamos começar com os saldos amanhã e logo com 50%, passa hoje que te fazemos já o desconto!- E porque as resoluções têm que ser feitas progressivamente sob pena de causar um grande choque, resolvi passar por lá mas decidida a resistir o máximo possível, a não ser, claro, que me deparasse com uma grande e incontornável oportunidade.

Ando de prateleira em prateleira, já olhando pelo canto do olho para eles, mas tentanto resistir à tentação, quando vejo umas botas de cano alto, douradas, daquelas que chamam a atenção de qualquer transeunte mais distraído. Curiosa resolvo ver o preço: 1470€ ou seja, fantástico preço de saldo: 735€. A loja tem o pequeno pormenor de colar pequenos autocolantes na sola com os números que ainda tem disponíveis e os que já foram vendidos. Curiosa, mais uma vez, resolvo ver se houve alguém que cometesse tal insanidade.

F.!!, exclamo eu, já só têm este par??!!!

Sim, responde ela encolhendo os ombros, é verdade....

E todos vendidos ao preço original?...

Pois...

Conversa puxa conversa, dissertação sobre o dito acessório, deduzo pelo tom da F. que, quem mais compra aqueles sapatos mais caros, é quem menos pode. Pagam às prestações.

Não sei o que motiva estas mulheres mas custa-me a acreditar que a sua auto-estima esteja tão em baixo que acreditem mesmo que um par de sapatos, de botas ou o que quer que seja, tenha o condão de as fazer sentir melhor consigo mesmas.
Eu sou mulher, eu sei como pequenas coisas, insignificantes aos olhos dos outros, podem mudar o nosso dia, o nosso humor, a nossa confiança. Mas também sei que é preciso estabelecer um limite. Definitivamente prestações para pagar um par de botas está way above my limit.

Idade dos porquês IV...

Que moda é esta de os homens usarem calças justas? Calças de ganga justas então....

Tuesday, January 09, 2007

Às armas!!


Hoje, equanto lutava por acordar e sair da cama - luta diária, cada vez mais difícil - ouvia ao longe, num dos programas noticiosos da manhã, uma reportagem sobre a greve dos funcionários do Metro. Em fila para entrar nos autocarros - postos à disposição como transporte alternativo - as pessoas iam sendo entrevistadas pelo jornalista, Então o que pensa desta greve?, e por entre as respostas da praxe, Acho que estão no seu direito, ou, Isto é um absurdo porque nos empata a todos, há um iluminado que responde: Eu acho que eles podem fazer greve, mas acho que a greve devia ser de todos, de forma a que não sentissemos a greve, todos devíamos fazer greve. O jornalista meio estupefacto ainda confirma, Mas todos como? Todos os sectores deviam parar? Ao que o senhor responde, Sim senhor, se é para parar, paramos todos!
Portanto, esqueçam lá a luta pelos ideais, a partir de agora a greve deve fazer-se em cadeia.

Sunday, January 07, 2007

Leituras XIV: Império à deriva....


...de Patrick Wilcken retrata a história da corte portuguesa no Rio de Janeiro entre 1808 e 1821.


Não é um romance mas cativa, prende a atenção como se o enredo fosse ficcional e surpreendente. Bom, surpreendente até é porque, apesar de ter umas luzes sobre esta fuga em massa da corte portuguesa para o Brasil não fazia ideia que tinham sido mais de 10 000 pessoas - entre aristocratas, ministros, sacerdotes e criados - a embarcar às pressas de Lisboa nas frágeis embarcações da frota portuguesa, deixando para trás toda uma vida, dispostos a começar de novo do outro lado do Atlântico, onde pretendiam sedear o Reino Português.
Sob escolta Britânica e fugindo a sete pés de Napoleão, lá embarcaram com parcas provisões, chegando a equacionar "parar para abastecer no Reino Unido" - ali mesmo na rota. Depois é toda uma série de peripécias, estratégias políticas que vamos descobrindo ao londo deste Império à deriva que acaba também por nos ajudar a reflectir sobre as consequências para Portugal, da ausência do Rei durante 13 anos.
A viagem, que demorou cerca de 8 semanas - para os mais rápidos e que não se perderam porque entretanto é difícil manter junta uma frota numa travessia como esta - fez com que a nossa família real se apresentasse aos seus súbditos do Novo Mundo, imunda, infestada de piolhos com a D. Carlota Joaquina de cabeça rapada e esfarrapada.

Saturday, January 06, 2007

E depois, há dias assim...

...em que nem o banho mais longo, mais quente, mais retemperador, consegue fazer com que tomes a decisão.

Friday, January 05, 2007

A propósito...


...da minha mais recente (até ao momento única) resolução de Ano Novo - consumir menos - sugiro que, como diz a campanha, ajudemos mais.

Não consuma toda a ajuda que pode dar, diz Adelaide Sousa no anúncio da Zmotion. Gostei do anúncio. Eu quero, em vez do perfume, ajudar a vacinar centenas de pessoas, eu quero, em vez de um par de sapatos, fazer o teste da Sida em outras centenas, eu quero em vez de comer um bolo, ajudar a dar vitamina A a 100 crianças em Timor.

Muitos de nós sentem dificuldade por não saber onde depositar ou onde entregar esse dinheiro, esse contributo. Eu mesma peco por isso. Mas desta vez resolvi mexer-me e descobrir onde posso deixar o meu presente de Natal para algumas das pessoas que precisam. Acho que a muitos de nós não custa assim tanto comprar um presente de Natal a mais por entre os tantos que comprámos.

Ah, já sei!

Todos os anos tenho o ritual de começar o Ano Novo com uma série de resoluções. Adoro resoluções. Adoro aqueles breves momentos em que acreditamos piamente que podemos mudar o que não gostamos (em nós, na nossa vida). Este ano só agora, uma mão cheia de dias depois de ter começado o primeiro mês, tenho uma resolução: consumir menos, poupar mais. É isso, este ano vou ceder menos às tentações consumistas que me chamam, praticamente me puxam, durante todos os dias.

Tuesday, January 02, 2007

O trauma dos casalinho


Ainda grávida do segundo, toda a gente já me pergunta quando "vou à menina". Até o médico já me perguntou por duas vezes se para o ano estou lá outra vez... quando anuncio que é mais um rapaz, olham-me com pena e dizem "talvez para a próxima venha a menina..." ou "ainda é nova... ainda vai à menina...", ou queixam-se de falta de pontaria... Porque é que há esta ideia generalizada que um casalinho seria o ideal? Para essas pessoas, aqui vai uma lista de beneficios em ser a única mulher da casa:
- Nunca terei de comprar uma saia da Floribela (nem vernizes pirosos, colares de plástico e outros acessórios igualmente irritantes)
- Há coisas nesta casa que só eu tenho (brincos, tampões, verniz, baton, 1001 cremes para o cabelo, cera depilatória, acessórios para o cabelo, pijamas com a "Hello Kitty"... ou seja, a casa de banho é prácticamente minha!)
- Ninguém vai cobiçar a minha roupa, partir os saltos dos meus sapatos, etc.
- Posso gritar quando vir uma barata, que vêm os meus heróis orgulhosos por salvar uma dama em apuros
- Não preciso desenvolver a minha capacidades para fazer coisas tipicamente masculinas, porque alguém há-de fazê-las por mim (arranjar canos e fios de elecricidade, ver mapas, ver o ar dos peneus, etc.)
- A roupa condiz sempre e só preciso de comprar meias e sapatos azuis e castanhos
- Durmo com três homens na cama...

Os Pedros são malucos?


Todos os dias alguém me diz isso quando respondo que o bebé irá chamar-se Pedro... Diz a família, dizem os amigos, diz o médico, dizem as empregadas das lojas... Alguém pode informar-se de foi feito um estudo cientifico acerca do assunto, ou em que é que se baseia esta sabedoria popular? Será que na Casas de Saúde há um predomínio de Pedros? E todos os malucos que não se chamam "Pedro"? E os "não-malucos", chamam-se outra coisa qualquer? Será que as mães que querem filhos malucos chamam-nos de "Pedro" ou são simplesmente mal informadas? Qual das letras do nome altera o código genético? Será que durante a primeira infância, as crianças que ouvem repetidamente o nome "Pedro" ficam com trauma? Será que é só em Portugal, ou também acontece ao "Peter"?
Pelo sim, pelo não, fui pesquizar o que dizia a Wikipédia acerca do nome e encontrei:

São Pedro - o apóstolo
Pedro I da Rússia (1672-1725) - czar da Rússia
Pedro Pevensie - Personagem da série de livros As Crônicas de Nárnia.

Família real brasileira:
Pedro I do Brasil (1798-1834) - O Libertador, rei do Brasil, filho de D. João VI de Portugal (o mesmo que Pedro IV de Portugal)
Pedro II do Brasil (1825-1891) - Imperador do Brasil, filho de D. Pedro I do Brasil

Espanha
Astúrias
Pedro da Cantábria, o Dux, pai de Afonso I das Astúrias
Castela
Pedro I de Castela
Aragão
Pedro I de Aragão
Pedro II de Aragão
Pedro III de Aragão
Pedro IV de Aragão
Pedro V de Aragão, também infante de Portugal

Portugueses
Família real portuguesa:
Pedro Afonso, Duque de Barcelos - (1287-1357), filho primogénito natural de D. Dinis
Pedro I de Portugal (1320-1367) - O Cruel, rei de Portugal, filho de D. Afonso IV
Pedro, Duque de Coimbra (1392-1449) - filho de D. João I
Pedro de Portugal (1429-1466) - filho de Pedro, Duque de Coimbra
Pedro II de Portugal (1646-1706) - rei de Portugal, filho de D. João IV
Pedro III de Portugal (1717-1786) - rei de Portugal, filho de D. João V
Pedro IV de Portugal (1798-1834) - O Rei-Imperador, rei de Portugal, filho de D. João VI (o mesmo que Pedro I do Brasil)
Pedro V de Portugal (1837-1861) - O Bem-Amado, rei de Portugal, filho de D. Maria II
Tenho ou não razão ao dizer que ando com o "Rei na Barriga"? Porque é que não passam a dizer: "Pedro?! Nome de Rei"!
Para já continuo a responder que o "outro" chama-se "Martim" e também é maluquinho...Assim tenho a certeza que se vão dar bem...

E o Pedro continua a crescer...


E aqui estamos nós, cada vez maiores... o Pedrinho já ultrapassou as 400 gr. e a mãe... bem... já aumentou muito, muito mais que isso. Caso para se dizer que "ando com a Rei na barriga!"

Monday, January 01, 2007

O regresso do Pai Natal


Este ano o Pai natal regressou em força cá a casa... E com tanta convicção que de vez em quando dava por mim quase a acreditar na sua real existência! É esta uma das contribuições maravilhosas de ter uma criança em casa... é que podemos ser crianças outra vez e não só fazer imensas palermices (com uma audiência que acha sempre piada a tudo, aplaude e pede "bis"), como voltamos a passar o dia de Natal a abrir e montar presentes, mas principalmente voltamos a ver o mundo como elas. Este ano, cá em casa, o Pai Natal teve direito a: carta com pedidos, bolachas, leite, cenouras (para dar às renas), chaminé (cujo "exaustor" passou despercebido), presentes escondidos, passeios nocturnos para os colocar no "sitio certo", e uma "corrida de pijamas" para os ir abrir. Agora, temos a certeza que está com a Mãe Natal a comer bolinhos, a cuidar das renas e a descansar da noite trabalhosa (porque ele é muito velhinho e precisa de muitos cuidados). Eu não acredito no Pai Natal, mas lá que ele existe, existe!!

Agenda


Ano Novo... Agenda nova! Uma das coisas melhores no inicio de um novo ano é iniciar uma agenda novinha em folha! Primeiro há o ritual de comprar a agenda ideal, depois olho entusiasmada para os 365 dias no novo ano em branco, o que me dá a ideia que qualquer coisa pode acontecer e que tenho imenso tempo pela frente para fazer tudo e mais alguma coisa, por fim começo a escrever (curioso que os primeiros dias ficam sempre muito organizados, com uma letra muito direitinha, sendo que, conforme o tempo vai passando a letra fica ilegível, tudo encavalitado, com setas e asteriscos... deve haver uma interpretação para esta "desorganização" ao longo do calendário) e por fim, o "enterro" da anterior (não é um enterro completo, porque acho sempre que posso precisar de uma informação "importantissima" que lá está, mas marcha para o fundo da gaveta! "Ano Novo, Vida Nova!!".

Bom Ano Novo!!

Aqui estou eu de volta para desejar-vos um Feliz Ano 2007!! Lenca: este ano prometo não te deixar sózinha por tanto tempo!! Estou perdoada??

Friday, December 22, 2006

Feliz Natal!!


Thursday, December 21, 2006

Vamos ajudar a criar sorrisos...

A iniciativa é tão boa, mas para que continue é preciso que ajudemos a criar sorrisos!

Entendem agora?!


It's really hard to walk in a single woman's shoes - that's why you sometimes need really special shoes! Carrie

Wednesday, December 20, 2006

Porquê, porquê, porquê??...

Alguém que por favor me explique porque é que há pessoas que utilizam o "deve de" por exemplo para "deve de haver"...
É uma regra gramatical que eu desconheço?

My baby just cares for me

My baby don't care for shows
My baby don't care for clothes
My baby just cares for me
My baby don't care for cars and races
My baby don't care for high-tone places

Liz Taylor is not his style
And even Lana Turner's smile
is somethin' he can't see
My baby don't care who knows it
My baby just cares for me

My baby don't care for shows
And he don't even care for clothes
My baby just cares for me

My baby don't care for cars and races
My baby don't care for
he don't care for high-tone places

I wonder what's wrong with baby
My baby just cares for
Just says his prayers for
My baby just cares for me

Tuesday, December 19, 2006

Lov(e)...


Love, Gustav Klimt, 1895

Crise?


Para mostrar a crise que se vive nesta Quadra Natalícia o Jornal da Noite passou uma peça feita na Rua Augusta em Lisboa, em que mostrava a Dona Rosa a cantar músicas populares - porque não gosta do Natal, que passa sempre sozinha e o Natal simboliza também isso que não tem: companhia - a Sra. das Flores que se queixava que o negócio não ia lá essas coisas, o Sr. da Loja com multi produtos que se queixava que os chineses lhe andam a dar cabo do negócio, os Srs. transeuntes que dizem que o dinheiro não chega para comprar presentes e que a crise está a dar cabo de nós, a sra. que dizia que comprar só nos saldos e que ainda bem que o Governo os ia antecipar porque só assim poderia comprar um casaco de abafo enquanto precisava dele. O país está mal pensava eu, abanando a cabeça, enquanto ouvia os número 3 dos países que entraram na UE em 2004 já ultrapassaram Portugal no nível de vida.
Por fim, a palavra ao Pai Natal. Com a pele esticada denotanto a tenra idade mas com as barbas e cabelos brancos a lembrar o sr. que vem lá da Lapónia, o personagem que simboliza a quadra (para desgosto dos mais velhos que lembram que quem oferecia os presentes era o Menino Jesus...) passeia-se pela Rua Augusta com uns balões na mão e afirma Há para aí muito dinheiro, muito dinheiro. Quando questionado pelo jornalista sobre a remuneração que ganha diariamente para ali estar a passear de fato vermelho: 250€ por dia, hum, bom?! O jornalista não resiste à exclamação, O sr. sabe que ganha mais que um ministro??!
E assim se vive a quadra Natalícia em Portugal, como qualquer nobreza ou rico arruinado: sem dinheiro mas mantendo as aparências. Noblesse oblige

Sunday, December 17, 2006

Moral da história...


Ontem passei a tarde a fazer biscoitos de manteiga e no meio resolvi fazer um bolo de chocolate numa espécie de já agora...
Os biscoitos, para além de darem uma trabalheira, são muito demorados de fazer: fazer a massa, amassá-la, cortar os biscoitos, cozê-los, tirá-los do forno e passá-los em açúcar refinado. Mais de 200 biscoitos...Claro que o Bolo de Chocolate tinha que falhar e cozer demais até ficar intragavelmente seco.
Moral da história: mais vale ficares-te pelos biscoitos bem feitos do empenhares-te a fazer um Bolo de Chocolate Seco.

Amores felizes?

Não sei o que se passa com as nossas mulheres e com os nossos homens apaixonados mas quer-me parecer que grande parte não anda a sentir aquele friozinho na barriga nem o tremelique de joelhos que tantas vezes caracteriza o amor. Estou a caricaturar, naturalmente que não espero que passemos a vida com frio na barriga nem com tremeliques nas pernas mas a verdade é que sempre acreditei que um grande amor desse, a quem o sentisse, uma sensação de único, inesquecível, incomparável...
Daí o meu espanto quando vejo não um mas, vários homens, terminarem frases como "o meu grande amor" ou " a paixão da minha vida" é o meu filho. Mais espantada fico eu quando, perguntando "mas ninguém ama a mulher?" levo com a resposta "claro porque homens vão e vêem, e filhos ficam"....
Não estou a discutir a eternidade ou efemeridade de uma relação amorosa Vs. uma relação parental mas será que ninguém percebe que não são coisas comparáveis?! Amor de mãe, amor de pai é para sempre, claro, mas porque é que as pessoas falam como se o amor da vida fosse apenas este? Não se acham capazes de amar mais do que isso?

Thursday, December 14, 2006

Não posso adiar o coração....

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.

António Ramos Rosa, 1974

Foi no outro dia, a propósito de uma conversa com a D. que encontrei este poema, "perdido" entre os 2001 poemas da Rosa do Mundo.
Li, reli, voltei a ler. Como é possível dizer tanto, escrevendo tão simples.
É ainda mais flagrante quando é lido em voz alta, mas para nós mesmos. Experimentem.

Porquê rotular?

Desde pequenos nos habituamos a rotular quase tudo e quase todos. Deve nascer connosco. Lembro-me de na primária existirem os caixa d´óculos, os gordos, os medricas tantos outros de que não me lembro agora. Depois passamos para o liceu e temos os giros, as feias (normalmente elas, as outras, eram sempre feias, claro) e crescemos, ficamos adultos mas continuamos a rotular. E a verdade é que muitas vezes descobrimos que o rótulo que demos, secreto, só nosso, é também usado por outros para a mesma pessoa. E atenção que o rótulo não é necessariamente mau ou bom. É um rótulo.
A minha questão é: quem rotula na realidade? Quem rotula ou quem é rotulado?

Monday, December 11, 2006

Dizem que faz bem à alma...


Crying Girl, Roy Lichtenstein, 1963

Saturday, December 09, 2006

Há dias assim III...

Viver todos os dias cansa.

Thursday, December 07, 2006

Descobertas em cadeia IV...


Porque é que tendemos a esquecer que temos sempre opções?
Quando fazemos poderíamos não o ter feito. Quando dizemos poderíamos não o ter dito.

Descobertas em cadeia III...



É preciso vir alguém de fora para relembrar o impacto da única obra de Oscar Niemeyer em Portugal. Passamos por lá todos os dias e já nos parece banal mas para quem chega, o Casino Park Hotel, de banal, tem muito pouco.

Sunday, December 03, 2006

Dá para mudarem a ladaínha?!!

Nunca fui muito de acreditar em astrólogos ou horóscopos mas a verdade é que sem saber bem como, talvez procurando o idílico: "esta fase má vai acabar e vai ser muito feliz para sempre", um dia fui consultar um astrólogo numa breve passagem por Madrid. O dito não me fez grandes previsões para o futuro mas disse-me o que eu queria ouvir e ainda me descreveu a minha vida passada o que, não me trazendo grande surpresa - eu andava a vivê-la ! - me deixou, de alguma forma, intrigada, afinal de contas a minha vida não estava em livro, nem em filme e eu que me lembrasse, nunca lhe tinha contado os meus segredos.
Nunca mais voltei a nenhum astrólogo e consegui o que muitos não conseguem: continuar a viver sem a certeza do que ele me tinha auspiciado. O máximo que faço (que já será demasiado para muitos, bem sei) é consultar alguns livros que me param nas mãos vindos das mãos de alguém. Ou seja, ainda não comprei nenhum.
E uma das ladaínhas é sempre a mesma, por mais que trabalhe árduamente, a minha vida, como diz o ditado, não vai sair da cepa torta. Bem sei que há um outro ditado popular que diz que o dinheiro não traz felicidade mas quer dizer....
Portanto se alguém aí é do signo Carneiro, com ascendente Caranguejo, com a Lua na 10ª casa, com Saturno na 2ª casa, com Vénus na 10ª casa e com o Sol na 11ª casa, prepare-se pois a previsão não é animadora:
Your arduous and dedicated work might produce little for you financially, but it does help to strengthen your self-worth and your appreciation of other values. Therefore, do not be discouraged. Saturn often grants a fairly normal financial status at an older age if one exerts oneself in this direction

Thursday, November 30, 2006

Gosto...

...do Outono, das primeiras brisas frescas que chegam no ar, da roupa quente, do calor de um abraço, da conversa acompanhada de um chá servido numa chávena enorme, de uma enorme chávena de chá para beber na solidão do meu sofá, de ler um livro enroscada na manta, de ouvir uma música nova com tudo fechado mas a olhar o mar, de um chocolate quente cheio de espuma, de uma botija de água quente a aquecer-me os pés, das outras mãos a aquecerem as minhas, do silêncio, de um banho quente, do filme certo na hora certa, do olhar ternurento da Eva que nunca se cansa de mim e que quer sempre mais, da vista da minha casa na qual por vezes me perco a procurar novos ângulos, do quadro do Pierrot que olha por mim, de ler o jornal pela manhã quando estou sem pressa e tenho uma chávena de café a aquecer-me a mão, do braseiro na casa dos meus avós, de ler em frente à lareira, de jogar um qualquer jogo dentro de casa quando faz frio lá fora, do Outono.

Monday, November 27, 2006

Mário Cesariny partiu...


...e ficámos mais pobres. Hoje de manhã, sintonizando a TSF ouvi, na inconfundível voz do Fernando Alves, um dos poemas que mais gosto de Cesariny.

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco


Mais uma vez, lembramo-nos de quem morre esquecendo-nos de quem vive...

Sunday, November 26, 2006

Dançar na corda bamba...

A vida é como uma corda
De tristeza e alegria
Que saltamos a correr
Pé em baixo, pé em cima
Até morrer

Não convém esticá-la
Nem que fique muito solta
Bamba é a conta certa
Como dança de ida e volta
Que mantém a via aberta

Dançar na corda bamba
Não é techno, não é samba
É a dança do ter e não ter
É a dança da Corda Bamba

Salta agora pelo amor
Ele dá o paladar
Mesmo que a tua sorte
Seja a de um perdedor
Nunca deixes de saltar

Se saltares muito alto
Não tenhas medo de cair (baby)
De ficar infeliz
Feliz a cem por cento
Só mesmo um pateta feliz

Dançar na Corda Bamba
Não é techno, não é samba
É a dança do ter e não ter
É a dança da Corda Bamba

Clã

Chegou!

A Fnac chegou à Madeira.

Durante meses falou-se disso. Uns mais cépticos outros mais crentes. Uns mais felizes, outros menos. Mas penso que muito poucos, ou nenhuns, indiferentes.
Eu incluo-me no grupo dos muito felizes, em extâse e por vezes eufóricos. E não tenho vergonha disso.

Friday, November 24, 2006

Sabedoria Popular II...

Aves da mesma plumagem, voam juntas...

Sabedoria Popular...

Depois de mim virá, quem bom, de mim fará...

Thursday, November 23, 2006

Estamos em contagem decrescente...



...e já se sente no ar o espírito natalício....ou sinto eu, que tenho tendência de viver esta época como se ainda tivesse 5 anos.

Wednesday, November 22, 2006

Ser mulher...

Collants é com certeza a peça de vestuário mais enervante que pode existir. É caríssima tendo em vista a peça que realmente é e, ainda por cima, tem um ciclo de vida curtíssimo por vezes quase inexistente.
Há sensação pior (com certeza que há mas sabem que quando tentamos demonstrar uma ideia somos, frequentemente, fundamentalistas!) do que umas collants inutilizadas ao tirar da embalagem ou ao vestir???!!!

Monday, November 20, 2006

Leituras XIII: Brincadeiras de crianças...



...de Carmen Posadas, é uma verdadeira caixinha de surpresas.

Há já alguns anos atrás li o Pequenas Infâmias incentivada por uma amiga minha que trabalhava na editora portuguesa que tinha a seu cargo a publicação desse romance estreia desta escritora uruguaia a residir em Espanha. Algum tempo depois, a M. ofereceu-me o segundo livro da escritora, o 5 Moscas azuis que, recordo-me, levei mais tempo a ler do que o anterior.
Agora, tanto tempo depois, sou surpreendida com este Brincadeiras de crianças, num registo que não esperava desta escritora. Surpreendeu pela positiva, com esta história que a crítica compara às histórias de Agatha Christie. E eu contentíssima, porque sou fã incondicional de Hercule Poirot.
A narradora criada por Posadas, Luisa d´Avilla, confunde-se com a personagem do seu livro. Ou seja, o personagem central é uma escritora que escreve livros policiais. A história do livro de Carmen Posadas confunde-se e mistura-se com a história do livro de Luisa D´Avilla e esta, confunde-se com o personagem central desse livro, Carmen O´Inns.
Intriga e suspense na dose certa, num livro que nos prende até à última página.

Friday, November 17, 2006

Ideais sonhados...

Não sei por culpa de quem, ou se de alguém sequer, mas a verdade é que a imagem feminina tem que suportar um peso que a masculina não tem. Não sou contra a vaidade e nunca pensei que uma mulher bonita ou que gostasse de se arranjar fosse, obrigatoriamente, fútil ou desinteressante. Já ouvi esta última teoria várias vezes...
Pensando nos ícones de beleza feminina da história, raras vezes consigo apontar uma "mulher perfeita". Atenção que me refiro à perfeição física. A Audrey Hepburn era elegante mas não linda de morrer e não correspondia aquele ideal de beleza que na época era idolatrado. A Marilyn Monroe tinha uma cara de anjo mas se fosse hoje em dia não punha o pé em cima de nenhuma passerele antes de se submeter a uma dieta rigorosa. A Gisele Bundchen ficou em 3º lugar num concurso da Elite Model Look porque o juri não gostava do seu nariz...e os exemplos sucedem-se.
Curioso é observar também que o que o modelo de uma mulher bonita não é coincidente para o público masculino e feminino. Experimentem testar isto com os vossos amigos e verão que tenho razão. Raras vezes concordei com amigos meus sobre a mais bonita. Porque os nosso ideais são diferentes e talvez porque os nossos propósitos também o sejam. Por isso acho que o ditado do há gostos para tudo é mesmo aplicável.
Isto a propósito de uma notícia que li esta manhã sobre uma manequim brasileira que morreu, vítima das consequências da anorexia....
Que ideais são estes que levam uma pessoa a este extremo. E como a Ana Carolina, com certeza existem tantas que sonham um sonho que não existe. Porque passam a vida a perseguir o inatingível...

Wednesday, November 15, 2006

Leituras XII: A vida feliz do jovem Esteban...


...de Santiago Gamboa foi-me dado de mão beijada. Perdão, emprestado de mão beijada, assim é que foi. Fui a 5ª pessoa a ler aquele livro, conslusão fácil de tirar pelo quadro em papel colado na primeira página. O quadro da Corrente de Leitura, uma espécie de Book Crossing criado por um grupo de professores.
Agora vou ter que passá-lo a alguém, mas antes, só dizer-vos que não podem passar ao lado desta história da vida feliz do jovem Esteban. Uma história contada na primeira pessoa que retrata desde o nascimento, na colômbia, até ao momento actual em que o escreve, já em Paris. O jovem Esteban, umas vezes mais feliz que outras, tem uma vida quase comum, e talvez por isso leve o leitor a identificar-se com alguns dos sentimentos. Mas tem uma vida comum cheia de histórias, que podiam ser as nossas, as dos nossos amigos...

Esta é pois a minha história. Talvez noutras vidas fosse possível encontrar factos mais memoráveis, mas esta que acabo de relatar é a que eu tive. A única que ainda tenho. Ninguém tem a obrigação de viver grandes vidas e dizem que, em todas, há um ou dois momentos que a justificam. Eu espero que seja assim, ainda que não esteja seguro de os ter encontrado.

Tuesday, November 14, 2006

Diabo a 4...


Precavida do pequeno contratempo de ontem, resolvi assegurar os bilhetes para a sessão de hoje. Depois de uma breve pesquisa no google verifiquei que a minha memória ainda está aqui para as voltas e que não me enganei na crítica que tinha lido ao filme Diabo a 4 da realizadora brasileira Alice de Andrade.
Ainda fiquei mais curiosa em relação ao filme depois de ler uma entrevista em que fala do seu papel como realizadora, da forma como vê o cinema brasileiro e da origem da expressão que dá nome ao filme que marca este segundo dia do Festival Internacional de Cinema do Funchal.
Mas a verdade é que a minha boa disposição também se prende com o facto de ter descoberto que o filme que ontem perdi por não ter conseguido comprar bilhetes, vai estrear esta 5ª numa sala de cinema perto de mim!

Será?...

Maybe our mistakes are what make our fate. Without them, what would shape our lives? Perhaps if we never veered off course, we wouldn't fall in love, or have babies, or be who we are. After all, seasons change. So do cities. People come into your life and people go. But it's comforting to know the ones you love are always in your heart. And if you're very lucky, a plane ride away.

Monday, November 13, 2006

Paris Je T´aime...


Daqui a menos de uma hora este filme vai abrir o Festival Internacional de Cinema do Funchal e eu não consegui um lugarzinho para estar lá. Parece que os madeirenses, em peso, resolveram gostar de cinema e de cinema francês. Onde estavam estes cinéfilos quando a sala do Cine Max dava sessões para 1 ou 2 espectadores?...
Espero que não tenha ficado sem entrada para depois haver lugares vazios pelos convites enviados a quem acaba por, invariavelmente, não ir....
Tenho pena de não ver este filme composto por 20 short stories assinadas por vários realizadores...
Vou tentar ir amanhã ver o Diabo a 4 que , se não estou em erro, é um filme brasileiro sobre o qual li qualquer coisa há uns tempos atrás. Boa crítica do que me lembro e com uma jovem realizadora promissora e uma jovem actriz que conheço de alguns programas de televisão. Isto, claro, se a memória não me falha...

Thursday, November 09, 2006

Elas vão...

...e eu vou acompanhá-las ainda que só em pensamento. Entretanto vou participando também dos preparativos, expectativas e tudo o mais, por aqui...

Já tinha saudades...

...das coisas simples.

Da felicidade do reencontro. De um jantar que se marca por si só. De não dar pelo tempo passar. De rir de mim mesma. De rirem comigo. De dar uma gargalhada espontânea.

Thursday, November 02, 2006

Oh tempo....


Voltei a abastecer-me de stimorol ontem no aeroporto. Prática recorrente desde que deixaram de os comercializar em Portugal. Eu sugiro que nos juntemos em prol do stimorol!