Friday, January 05, 2007

Ah, já sei!

Todos os anos tenho o ritual de começar o Ano Novo com uma série de resoluções. Adoro resoluções. Adoro aqueles breves momentos em que acreditamos piamente que podemos mudar o que não gostamos (em nós, na nossa vida). Este ano só agora, uma mão cheia de dias depois de ter começado o primeiro mês, tenho uma resolução: consumir menos, poupar mais. É isso, este ano vou ceder menos às tentações consumistas que me chamam, praticamente me puxam, durante todos os dias.

Tuesday, January 02, 2007

O trauma dos casalinho


Ainda grávida do segundo, toda a gente já me pergunta quando "vou à menina". Até o médico já me perguntou por duas vezes se para o ano estou lá outra vez... quando anuncio que é mais um rapaz, olham-me com pena e dizem "talvez para a próxima venha a menina..." ou "ainda é nova... ainda vai à menina...", ou queixam-se de falta de pontaria... Porque é que há esta ideia generalizada que um casalinho seria o ideal? Para essas pessoas, aqui vai uma lista de beneficios em ser a única mulher da casa:
- Nunca terei de comprar uma saia da Floribela (nem vernizes pirosos, colares de plástico e outros acessórios igualmente irritantes)
- Há coisas nesta casa que só eu tenho (brincos, tampões, verniz, baton, 1001 cremes para o cabelo, cera depilatória, acessórios para o cabelo, pijamas com a "Hello Kitty"... ou seja, a casa de banho é prácticamente minha!)
- Ninguém vai cobiçar a minha roupa, partir os saltos dos meus sapatos, etc.
- Posso gritar quando vir uma barata, que vêm os meus heróis orgulhosos por salvar uma dama em apuros
- Não preciso desenvolver a minha capacidades para fazer coisas tipicamente masculinas, porque alguém há-de fazê-las por mim (arranjar canos e fios de elecricidade, ver mapas, ver o ar dos peneus, etc.)
- A roupa condiz sempre e só preciso de comprar meias e sapatos azuis e castanhos
- Durmo com três homens na cama...

Os Pedros são malucos?


Todos os dias alguém me diz isso quando respondo que o bebé irá chamar-se Pedro... Diz a família, dizem os amigos, diz o médico, dizem as empregadas das lojas... Alguém pode informar-se de foi feito um estudo cientifico acerca do assunto, ou em que é que se baseia esta sabedoria popular? Será que na Casas de Saúde há um predomínio de Pedros? E todos os malucos que não se chamam "Pedro"? E os "não-malucos", chamam-se outra coisa qualquer? Será que as mães que querem filhos malucos chamam-nos de "Pedro" ou são simplesmente mal informadas? Qual das letras do nome altera o código genético? Será que durante a primeira infância, as crianças que ouvem repetidamente o nome "Pedro" ficam com trauma? Será que é só em Portugal, ou também acontece ao "Peter"?
Pelo sim, pelo não, fui pesquizar o que dizia a Wikipédia acerca do nome e encontrei:

São Pedro - o apóstolo
Pedro I da Rússia (1672-1725) - czar da Rússia
Pedro Pevensie - Personagem da série de livros As Crônicas de Nárnia.

Família real brasileira:
Pedro I do Brasil (1798-1834) - O Libertador, rei do Brasil, filho de D. João VI de Portugal (o mesmo que Pedro IV de Portugal)
Pedro II do Brasil (1825-1891) - Imperador do Brasil, filho de D. Pedro I do Brasil

Espanha
Astúrias
Pedro da Cantábria, o Dux, pai de Afonso I das Astúrias
Castela
Pedro I de Castela
Aragão
Pedro I de Aragão
Pedro II de Aragão
Pedro III de Aragão
Pedro IV de Aragão
Pedro V de Aragão, também infante de Portugal

Portugueses
Família real portuguesa:
Pedro Afonso, Duque de Barcelos - (1287-1357), filho primogénito natural de D. Dinis
Pedro I de Portugal (1320-1367) - O Cruel, rei de Portugal, filho de D. Afonso IV
Pedro, Duque de Coimbra (1392-1449) - filho de D. João I
Pedro de Portugal (1429-1466) - filho de Pedro, Duque de Coimbra
Pedro II de Portugal (1646-1706) - rei de Portugal, filho de D. João IV
Pedro III de Portugal (1717-1786) - rei de Portugal, filho de D. João V
Pedro IV de Portugal (1798-1834) - O Rei-Imperador, rei de Portugal, filho de D. João VI (o mesmo que Pedro I do Brasil)
Pedro V de Portugal (1837-1861) - O Bem-Amado, rei de Portugal, filho de D. Maria II
Tenho ou não razão ao dizer que ando com o "Rei na Barriga"? Porque é que não passam a dizer: "Pedro?! Nome de Rei"!
Para já continuo a responder que o "outro" chama-se "Martim" e também é maluquinho...Assim tenho a certeza que se vão dar bem...

E o Pedro continua a crescer...


E aqui estamos nós, cada vez maiores... o Pedrinho já ultrapassou as 400 gr. e a mãe... bem... já aumentou muito, muito mais que isso. Caso para se dizer que "ando com a Rei na barriga!"

Monday, January 01, 2007

O regresso do Pai Natal


Este ano o Pai natal regressou em força cá a casa... E com tanta convicção que de vez em quando dava por mim quase a acreditar na sua real existência! É esta uma das contribuições maravilhosas de ter uma criança em casa... é que podemos ser crianças outra vez e não só fazer imensas palermices (com uma audiência que acha sempre piada a tudo, aplaude e pede "bis"), como voltamos a passar o dia de Natal a abrir e montar presentes, mas principalmente voltamos a ver o mundo como elas. Este ano, cá em casa, o Pai Natal teve direito a: carta com pedidos, bolachas, leite, cenouras (para dar às renas), chaminé (cujo "exaustor" passou despercebido), presentes escondidos, passeios nocturnos para os colocar no "sitio certo", e uma "corrida de pijamas" para os ir abrir. Agora, temos a certeza que está com a Mãe Natal a comer bolinhos, a cuidar das renas e a descansar da noite trabalhosa (porque ele é muito velhinho e precisa de muitos cuidados). Eu não acredito no Pai Natal, mas lá que ele existe, existe!!

Agenda


Ano Novo... Agenda nova! Uma das coisas melhores no inicio de um novo ano é iniciar uma agenda novinha em folha! Primeiro há o ritual de comprar a agenda ideal, depois olho entusiasmada para os 365 dias no novo ano em branco, o que me dá a ideia que qualquer coisa pode acontecer e que tenho imenso tempo pela frente para fazer tudo e mais alguma coisa, por fim começo a escrever (curioso que os primeiros dias ficam sempre muito organizados, com uma letra muito direitinha, sendo que, conforme o tempo vai passando a letra fica ilegível, tudo encavalitado, com setas e asteriscos... deve haver uma interpretação para esta "desorganização" ao longo do calendário) e por fim, o "enterro" da anterior (não é um enterro completo, porque acho sempre que posso precisar de uma informação "importantissima" que lá está, mas marcha para o fundo da gaveta! "Ano Novo, Vida Nova!!".

Bom Ano Novo!!

Aqui estou eu de volta para desejar-vos um Feliz Ano 2007!! Lenca: este ano prometo não te deixar sózinha por tanto tempo!! Estou perdoada??

Friday, December 22, 2006

Feliz Natal!!


Thursday, December 21, 2006

Vamos ajudar a criar sorrisos...

A iniciativa é tão boa, mas para que continue é preciso que ajudemos a criar sorrisos!

Entendem agora?!


It's really hard to walk in a single woman's shoes - that's why you sometimes need really special shoes! Carrie

Wednesday, December 20, 2006

Porquê, porquê, porquê??...

Alguém que por favor me explique porque é que há pessoas que utilizam o "deve de" por exemplo para "deve de haver"...
É uma regra gramatical que eu desconheço?

My baby just cares for me

My baby don't care for shows
My baby don't care for clothes
My baby just cares for me
My baby don't care for cars and races
My baby don't care for high-tone places

Liz Taylor is not his style
And even Lana Turner's smile
is somethin' he can't see
My baby don't care who knows it
My baby just cares for me

My baby don't care for shows
And he don't even care for clothes
My baby just cares for me

My baby don't care for cars and races
My baby don't care for
he don't care for high-tone places

I wonder what's wrong with baby
My baby just cares for
Just says his prayers for
My baby just cares for me

Tuesday, December 19, 2006

Lov(e)...


Love, Gustav Klimt, 1895

Crise?


Para mostrar a crise que se vive nesta Quadra Natalícia o Jornal da Noite passou uma peça feita na Rua Augusta em Lisboa, em que mostrava a Dona Rosa a cantar músicas populares - porque não gosta do Natal, que passa sempre sozinha e o Natal simboliza também isso que não tem: companhia - a Sra. das Flores que se queixava que o negócio não ia lá essas coisas, o Sr. da Loja com multi produtos que se queixava que os chineses lhe andam a dar cabo do negócio, os Srs. transeuntes que dizem que o dinheiro não chega para comprar presentes e que a crise está a dar cabo de nós, a sra. que dizia que comprar só nos saldos e que ainda bem que o Governo os ia antecipar porque só assim poderia comprar um casaco de abafo enquanto precisava dele. O país está mal pensava eu, abanando a cabeça, enquanto ouvia os número 3 dos países que entraram na UE em 2004 já ultrapassaram Portugal no nível de vida.
Por fim, a palavra ao Pai Natal. Com a pele esticada denotanto a tenra idade mas com as barbas e cabelos brancos a lembrar o sr. que vem lá da Lapónia, o personagem que simboliza a quadra (para desgosto dos mais velhos que lembram que quem oferecia os presentes era o Menino Jesus...) passeia-se pela Rua Augusta com uns balões na mão e afirma Há para aí muito dinheiro, muito dinheiro. Quando questionado pelo jornalista sobre a remuneração que ganha diariamente para ali estar a passear de fato vermelho: 250€ por dia, hum, bom?! O jornalista não resiste à exclamação, O sr. sabe que ganha mais que um ministro??!
E assim se vive a quadra Natalícia em Portugal, como qualquer nobreza ou rico arruinado: sem dinheiro mas mantendo as aparências. Noblesse oblige

Sunday, December 17, 2006

Moral da história...


Ontem passei a tarde a fazer biscoitos de manteiga e no meio resolvi fazer um bolo de chocolate numa espécie de já agora...
Os biscoitos, para além de darem uma trabalheira, são muito demorados de fazer: fazer a massa, amassá-la, cortar os biscoitos, cozê-los, tirá-los do forno e passá-los em açúcar refinado. Mais de 200 biscoitos...Claro que o Bolo de Chocolate tinha que falhar e cozer demais até ficar intragavelmente seco.
Moral da história: mais vale ficares-te pelos biscoitos bem feitos do empenhares-te a fazer um Bolo de Chocolate Seco.

Amores felizes?

Não sei o que se passa com as nossas mulheres e com os nossos homens apaixonados mas quer-me parecer que grande parte não anda a sentir aquele friozinho na barriga nem o tremelique de joelhos que tantas vezes caracteriza o amor. Estou a caricaturar, naturalmente que não espero que passemos a vida com frio na barriga nem com tremeliques nas pernas mas a verdade é que sempre acreditei que um grande amor desse, a quem o sentisse, uma sensação de único, inesquecível, incomparável...
Daí o meu espanto quando vejo não um mas, vários homens, terminarem frases como "o meu grande amor" ou " a paixão da minha vida" é o meu filho. Mais espantada fico eu quando, perguntando "mas ninguém ama a mulher?" levo com a resposta "claro porque homens vão e vêem, e filhos ficam"....
Não estou a discutir a eternidade ou efemeridade de uma relação amorosa Vs. uma relação parental mas será que ninguém percebe que não são coisas comparáveis?! Amor de mãe, amor de pai é para sempre, claro, mas porque é que as pessoas falam como se o amor da vida fosse apenas este? Não se acham capazes de amar mais do que isso?

Thursday, December 14, 2006

Não posso adiar o coração....

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.

António Ramos Rosa, 1974

Foi no outro dia, a propósito de uma conversa com a D. que encontrei este poema, "perdido" entre os 2001 poemas da Rosa do Mundo.
Li, reli, voltei a ler. Como é possível dizer tanto, escrevendo tão simples.
É ainda mais flagrante quando é lido em voz alta, mas para nós mesmos. Experimentem.

Porquê rotular?

Desde pequenos nos habituamos a rotular quase tudo e quase todos. Deve nascer connosco. Lembro-me de na primária existirem os caixa d´óculos, os gordos, os medricas tantos outros de que não me lembro agora. Depois passamos para o liceu e temos os giros, as feias (normalmente elas, as outras, eram sempre feias, claro) e crescemos, ficamos adultos mas continuamos a rotular. E a verdade é que muitas vezes descobrimos que o rótulo que demos, secreto, só nosso, é também usado por outros para a mesma pessoa. E atenção que o rótulo não é necessariamente mau ou bom. É um rótulo.
A minha questão é: quem rotula na realidade? Quem rotula ou quem é rotulado?

Monday, December 11, 2006

Dizem que faz bem à alma...


Crying Girl, Roy Lichtenstein, 1963

Saturday, December 09, 2006

Há dias assim III...

Viver todos os dias cansa.