Sunday, December 17, 2006

Amores felizes?

Não sei o que se passa com as nossas mulheres e com os nossos homens apaixonados mas quer-me parecer que grande parte não anda a sentir aquele friozinho na barriga nem o tremelique de joelhos que tantas vezes caracteriza o amor. Estou a caricaturar, naturalmente que não espero que passemos a vida com frio na barriga nem com tremeliques nas pernas mas a verdade é que sempre acreditei que um grande amor desse, a quem o sentisse, uma sensação de único, inesquecível, incomparável...
Daí o meu espanto quando vejo não um mas, vários homens, terminarem frases como "o meu grande amor" ou " a paixão da minha vida" é o meu filho. Mais espantada fico eu quando, perguntando "mas ninguém ama a mulher?" levo com a resposta "claro porque homens vão e vêem, e filhos ficam"....
Não estou a discutir a eternidade ou efemeridade de uma relação amorosa Vs. uma relação parental mas será que ninguém percebe que não são coisas comparáveis?! Amor de mãe, amor de pai é para sempre, claro, mas porque é que as pessoas falam como se o amor da vida fosse apenas este? Não se acham capazes de amar mais do que isso?

2 comments:

Sara Magalhães said...

Ainda agora assisti a uma conversa de dois homens que almoçavam ao meu lado. Não falavam de telemóveis nem tão pouco de automóveis ou jogos de computador...discutiam carrinhos de bebé, o que, de acordo com o teu post, tem tanto de ternurento como de assustador! :)

lenca said...

Sara,

Não acho assustador, concordo que seja ternurenta uma preocupação paternal como essa...

O que acho assustador é confudirem "o amor da minha vida" com o "amor paternal"...